| Estimulando a Função Intuitiva
Intuição é a antecipação que permite planejar e tomar decisões corretas com base em dados incompletos.
Não existem meios científicos para medir, avaliar ou classificar a intuição, mas, ainda assim, ela constitui uma forma de conhecimento inquestionável. Quem diz que não a tem é porque ainda não sabe como tornar-se receptivo para percebê-la, pois ela está presente — e de modo constante — no dia-a-dia de cada um de nós.
Como a intuição resulta da comunicação entre os hemisférios direito e esquerdo do cérebro, e essa interação acontece no inconsciente, seguindo um processo que escapa à logica e à linearidade do pensamento, é preciso ter um certo preparo para acessar as informações disponibilizadas pela intuição. Para isso, existem algumas regras básicas, que são:
- Estimular os cinco sentidos de forma a recuperar a percepção clara de cada um deles.
- Aprender a lidar com dados objetivos e subjetivos da mesma forma, sem deixar que o lado racional se sobreponha às emoções e impressões.
- Aprender a formular perguntas diretas e sem ambigüidade.
- Distanciar-se mentalmente da questão para a qual deseja intuir alguma resposta.
- Manter-se sempre atento, pois evidências saltam aos olhos quando se está atento.
- Estar sempre aberto para a aquisição de novos conhecimentos, pois um “banco de dados” maior permite maior número de associações e conclusões, mesmo que não seja pela mente lógica e analítica.
- Reservar um tempo na rotina diária para a prática do silêncio mental.
- Acostumar-se a anotar e a interpretar sonhos, bem como a registrar impressões marcantes sobre determinadas coisas como forma de familiarizar-se com os meios de comunicação com o inconsciente.
Em relação à intuição, as pessoas costumam se mostrar:
- céticas, tendendo à racionalidade;
- desconfiadas, não levando muito a sério suas manifestações;
- excessivamente crentes, atribuindo a intuição a poderes misteriosos.
Para cada caso, uma recomendação:
- No caso de pessoas céticas, é recomendável que procurem estimular o acesso à intuição, encurtando o caminho para suas decisões;
- No caso de pessoas desconfiadas, seria conveniente que levassem mais a sério as manifestações da sua intuição para que estas possam se tornar freqüentes e os benefícios possam ser mais efetivos;
- E no caso de pessoas excessivamente crentes, o ideal é que desvinculem a intuição da aura de mistério em que a colocam e aprendam a usá-la melhor, como antecipando-se a pequenos fatos, por exemplo.
Dr. Lair Ribeiro
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