Percepção
e paradigmas
Acredite: vivemos em um mundo inodoro,
incolor, insípido e silencioso!
Tudo aquilo que você vê,
ouve e sente não é a
realidade que o circunda, mas, sim,
aquilo que os seus sentidos reconhecem.
E tem mais: parte do reconhecimento
que é feito pelos seus sentidos
tem por base as “suas”
experiências anteriores. Sabe
o que isso significa? Que quando duas
ou mais pessoas estão em contato
com um estímulo que se convencionou
chamar de AMARELO, por exemplo, elas
não-necessariamente estão
vendo a mesma cor.
Se, fisicamente falando, é
pouco provável que o AMARELO
que eu enxergo seja idêntico
ao AMARELO que você enxerga,
imagine, então, quando se fala
em termos culturais! Os referenciais
ou padrões culturais de cada
pessoa funcionam como uma lente colorida
através da qual ela enxerga
o mundo. Para evitar que existam tantas
lentes ou percepções
diferentes de uma mesma realidade
quanto é o número de
pessoas existentes sobre a terra é
que existem os pa¬radigmas, que
são lentes padronizadas através
das quais se olha para uma mesma realidade.
Paradigmas são os filtros
de percepção que criam
a nossa realidade subjetiva. Apenas
poderemos ver (entenda-se “perceber’)
o mundo de outra forma se modificarmos
nossos paradigmas.
Do Geral para o Particular
Os paradigmas partem do geral para
o particular. Primeiro, existem os
grandes paradigmas aceitos por toda
a humanidade: a terra é redonda,
é um deles, e nessa mesma esteira
incluem-se todos os pa¬ra¬digmas
científicos. Depois, vêm
aqueles aceitos por toda uma socie¬dade:
valores morais e familiares, hierarquia
de poder... Em seguida, encontramos
outros, um pouco me¬nores, que
se inserem nos paradigmas da sociedade
para dar-lhes características
específicas: são as
regras que regem cada família,
a leis que regem os estados, os conceitos
que regem a moral e os bons costumes
de cada grupo social, etc. Finalmente,
ainda mais particularizados, encontramos
os paradigmas pessoais, que formam
os sistemas de crenças de cada
pessoa.
Adam Smith diz que paradigma é
a forma como as pessoas percebem o
mundo, muito embora a relação
delas com os paradigmas seja a mesma
que o peixe tem com a água:
não se dá conta da existência
da água até que o tirem
dela. Em continuidade, ele diz que
os paradigmas nos explicam como é
o mundo e nos ajudam a predizer o
seu comportamento.
Assim como os paradigmas, muitas de
nossas crenças nos são
tremendamente úteis e nos ajudam
em diversos processos; porém,
há crenças que mantemos
conosco e que nos limitam demais,
sendo fundamental removê-las
se não quisermos carregar seu
fardo pela vida inteira.
Muitas pessoas, por exemplo, nutrem
a crença de que não
são inteligentes. Outras vivem
achando que as boas oportunidades
da vida só aparecem para pessoas
inteligentes. Há aquelas que
passam a vida inteira vangloriando-se
da pobreza, admitindo para si e para
seus filhos que “é preferível
ser pobre e honesto...” como
se não houvesse ricos honestos
nem pobres desonestos!
O pior de tudo nas crenças
é que elas são hereditárias
e contagiosas. Quem tem uma crença
fortemente arraigada vive projetando-a
para os que estão por perto;
portanto, cuidado! Procure identificar
não apenas quais são
suas crenças mais nocivas como
também as origens delas. Esta
é a única forma que
você tem para poder reformular
o seu sistema de crenças. Em
meu livro, O Poder da Imaginação,
você encontrará farto
material para lidar com suas crenças
e reformulá-las.
Dr. Lair Ribeiro
Cursos – Palestras –
Livros – CDs – DVDs
(11) 3889.0038
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