Ano 14 - - Fort Lauderdale, FL - USA
Adicione o Gazeta a sua lista de favoritos
Ache aqui o ponto de distribuição Gazeta mais próximo de você!

Capa da semana
 
 
Para acessar o arquivo de Lair Ribeiro clique aqui

Espaço mulher - Especial Dia Internacional da Mulher

Coluna 201 

 

Em homenagem à mulher o Gazeta selecionou dois artigos de Lair Ribeiro voltados, exclusivamente para a saúde a mulher.

REPOSIÇÃO HORMONAL SEM RISCOS
O assunto não é dos mais simples. Sempre se ouviu dizer que, na menopausa, a mulher precisa de estrogênio, quando, na verdade, o hormônio que mais se reduz nessa fase é a progesterona. Até bem pouco tempo também se pensou que o tipo de hormônio disponível no mercado para reposição hormonal fosse igual aos hormônios endógenos (produzidos pelo organismo humano), mas já se sabe que eles são, apenas, parecidos.
Antes de mais nada, vamos entender que a produção de hormônios pelo organismo humano começa a decrescer após determinada idade e que isso, nas mulheres, além de determinar o fim dos ciclos reprodutivos, também produz uma série de sintomas desagradáveis. Estou falando do climatério, período que antecede a menopausa, e da menopausa, propriamente dita. Se o organismo funcionava às mil maravilhas até os níveis de hormônios começarem a cair, parece natural que se possa ajudá-lo a continuar mantendo a sua vitalidade, sem sintomas desagradáveis, mediante um suprimento extra de hormônios. Isso é reposição hormonal.

Agora, porque tanta polêmica se, em tese, reposição hormonal é o melhor que se pode fazer para a manutenção da qualidade de vida da mulher? A polêmica é porque, em vez de os laboratórios produzirem hormônios iguais aos produzidos pelo organismo humano, fizeram um produto “parecido”. E “parecido” não é igual. Experimente abrir a porta da sua casa com uma chave muito parecida com a verdadeira: você pode até conseguir, mas vai acabar estragando tanto a chave quanto a fechadura, e, o que é pior, depois você não vai mais conseguir abrir a porta nem com a chave certa. É esse o problema. O hormônio “parecido” ocupa o lugar do endógeno, prejudica o organismo e acaba, até mesmo, impedindo que o próprio hormônio endógeno desempenhe suas funções. Depois que esses hormônios “parecidos” começaram a ser usados, as mulheres começaram a infartar mais e a ter mais câncer de mama. Coincidência? Não! Grandes e sérios estudos têm sido realizados sistematicamente para verificar os riscos oferecidos pela reposição hormonal, feita com esses hormônios “parecidos”, comprovando que ela tem aumentado os riscos de câncer de mama e de doenças cardiovasculares, entre outras. Mas esse problema está em vias de ser solucionado, porque, paralelamente ao pânico instalado com divulgação dos resultados desses estudos, iniciou-se a produção de hormônios com estrutura molecular idêntica à daqueles produzidos pelo organismo humano. Estou falando de “hormônios bioidênticos”. Se você está pensando que, porque são produzidos em laboratório, os “hormônios bioidênticos” também podem ser prejudiciais, engana-se! O fato de uma substância ser produzida em laboratório não significa que ela é ruim assim como o fato de ser natural não significa que é boa. Veneno de cobra é natural e mata. No caso dos hormônios, o que caracteriza a bioidentidade é a estrutura molecular idêntica à do hormônio produzido pelo organismo humano. Isso é o bastante. Se você for abrir a porta da sua casa com a chave original, que veio junto com a fechadura, ou com uma idêntica, feita pelo chaveiro da esquina, o efeito será o mesmo: a porta se abrirá, sem danos. Para o nosso organismo, também não interessa onde o hormônio foi produzido, desde que ele seja idêntico ao original. Esse é o ponto que a mulher precisa entender para poder argumentar com o seu médico e evitar expor-se a riscos desnecessários.

CÂNCER DE MAMA
Em nosso organismo, ocorrem milhares de divisões celulares por segundo. Nesse processo, muitas células acabam se dividindo mal e dando origem a células defeituosas, com algum grau de malignidade.

Quando o sistema imune está funcionan-do bem e dá conta de destruir todas as células defeituosas que surgem no organismo, nos mantemos saudáveis. Porém, quando isso não acontece e as células defeituosas começam a crescer indiscriminadamente, temos um tumor. Mas isso ainda não caracteriza um câncer.
Se o tumor for constituído por células defeituosas, cujo crescimento anormal tenha um limite, trata-se de um tumor benigno. Já se o crescimento celular não puder ser controlado e, além disso, as células tiverem a habilidade de sair do lugar em que se formou o tumor, fixando-se e crescendo em outros tecidos, trata-se de câncer ou de um tumor maligno.

Na mama, a maioria dos tumores origina-se nos ductos (carcinoma ductal), mas, também, podem formar-se nos lóbulos mamários (carcinoma lobular) ou em tecidos não-glandulares das mamas (sarcoma), o que é raro. Uma vez detectado um tumor maligno, deve-se retirá-lo para aliviar os mecanismos de defesa do corpo e facilitar a cura, pois, retirando-o, reduz-se a quantidade de células a serem destruídas pelo sistema imune. Quanto mais rápido se fizer isso, melhor. Contudo, em mulher que ainda menstrue, o ideal é esperar para fazer a ope-ração na fase secretora do ciclo menstrual (após a ovulação), pois, nessa fase, os níveis de progesterona no organismo favorecem a recuperação pós-cirúrgica e diminuem a reincidência do problema. Não há razão para mulheres férteis serem operadas às pressas. Programar a operação para a segunda metade do ciclo menstrual não vai representar avanço significativo em uma doença que está se desenvolvendo no organismo há seis ou sete anos, pelo menos.

É bom ressaltar que o desenvolvimento do câncer de mama depende tanto de fatores incontroláveis (sexo feminino, idade superior a 50 anos, pele clara, caso da doença na família, menstruação precoce, ausência de gravidez, etc.) quanto de controláveis. Assim, toda mulher pode prevenir-se contra a doença adotando hábitos alimentares saudáveis, controlando vícios, como o tabagismo e o alcoolismo, controlando a obesidade, o estresse e as emoções negativas, entre outras práticas que melhoram o seu estilo de vida. Contudo, se um câncer for detectado, é fundamental que a mulher faça tudo isso, submeta-se ao tratamento e envolva-se de corpo e alma no processo da cura. Assim como a doença é multifatorial, o tratamento também deve ser multifatorial.
Outra coisa importante a destacar é o risco aumentado do desenvolvimento da doença em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais ou que fazem a Terapia de Reposição Hormonal convencional, pois tanto os contraceptivos orais quanto os medicamentos usados na TRH convencional constituem-se de hormônios não-bioidênticos que, entre outras coisas, limitam o efeito protetor da progesterona endógena sobre o organismo.

 

Dr. Lair Ribeiro — Palestrante internacional, ex-diretor da Merck Sharp & Dohme e da Ciba-Geigy Corporation, nos Estados Unidos, e autor de vários livros que se tornaram best-sellers no Brasil e em países da América Latina e da Europa. Médico cardiologista, viveu 17 anos nos Estados Unidos, onde realizou treinamentos e pesquisas na Harvard Unversity, Baylor College of Medicine e Thomas Jefferson University. Webpage: www.lairribeiro.com.br
e-mail: lrsintonia@terra.com.br
Tel.: 11-3889.0038

 

Lair Ribeiro é médico e palestrante motivacional de sucesso e reconhecimento internacional.

Para cursos e palestras, visite o site www.lairribeiro.com.br

 
 
 
 
 

 

 

 

 
 
 
 
Redação: 4390 N. Federal Hwy #207 - Fort Lauderdale, FL 33308 - Tel.: (954) 938-9292 - Fax: (954) 938-9227
© 2004 - Gazeta Brazilian News | All Rights Reserved. Developed by NetOne Systems Inc.