Ano 14 - - Fort Lauderdale, FL - USA
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A síndrome do "Quando"

Coluna 210 

 

A maioria das pessoas diz assim: “Quando eu me sentir bem comigo mesma eu vou fazer isso, vou fazer aquilo etc”.
O caminho não é esse. Comece a fazer logo  que o sentimento aparece. Ao começar a fazer, as coisas começam a mudar dentro e fora de você.
Intenção sem ação só tem um nome: ilusão. Ouse fazer e o poder lhe será dado.
Vivemos num mundo de ilusões. Pensamos que os órgãos dos sentidos nos mostram a realidade mas, na verdade, eles nos enganam.
Quanta ilusão!!!

Ilusão dos sentidos
• Pensamos que a Terra está parada quando, na verdade, ela gira a uma velocidade incrível.
• Temos a sensação de que a Terra é chata, quando, na verdade, ela é redonda.
• O Sol parece girar em torno da Terra, quando o que acontece  é o contrário.
Se nos iludimos com coisas em proporções gigantescas, como a Terra e o Sol, imagine com as sutilezas do cotidiano! Muitas vezes, pensamos que as coisas são como as vemos, mas  isso acontece porque uma mes¬ma realidade pode ser vista de diferentes modos, dependendo do que cada um traz dentro de si.

Ilusão do pensamento
Esse tipo de ilusão nos leva a pensar que as coisas são como são e que nada as pode modificar. Devagar. Não tenha tanta certeza disso. Pessoas e coisas se modificam, inclusive você. Hoje, você certamente é uma pessoa bem diferente do que era há cinco ou dez anos e, em conseqüência, mudaram seus pontos de vista.
Se mantiver pensando dessa forma, o principal prejudicado será você.

Ilusão dos padrões de julgamento
É correto dizer “uma vez balconista, sempre balconista”, à jovem empresária que acabou de abrir a sua própria loja de perfumes? As pessoas mudam. Elas vão incorporando novos atributos ao longo da vida. A dona da loja, que já foi balconista, deve ter sido, antes, estudante, telefonista, estagiária, e muitas outras coisas.
Você, provavelmente, foi estudante, praticou algum tipo de esporte, teve mais de um hobby, seguiu mais de uma carreira profissional... Enfim, você já fez algumas coisas diferentes na vida. Você acha correto que as pessoas julguem que você é apenas uma das coisas que já fez? Claro que não!
Esta leitura é mais uma das incorporações positivas na sua vida. Então, cuidado, porque o que sempre é não é tudo o que é.

A FORÇA DO INCONSCIENTE
Quando melhora o seu ponto de vista sobre as pessoas, você melhora a sua auto-estima. E isso só é possível quando você aprende a trabalhar com o hemisfério direito do seu cérebro.
Existem, na literatura, diversos relatos sobre pessoas que adquirem força sobre-humana em momentos de extrema dificuldade. Um caso famoso é o da mulher que trocava o pneu de uma picape quando o macaco escorregou e seu filho de 4 anos, que havia saído do carro sem que ela percebesse, ficou preso embaixo da carroceria. Ela levantou a picape, que pesava uma tonelada e meia, e conseguiu libertar seu filho. Sabe de onde veio a força dessa mulher? Veio do seu inconsciente.

Mudanças
Sempre há tempo e condições para mudar, e quem cria as condições para isso é você. A menos, é claro, que você esteja gostando muito da sua vida, que esteja se sentindo completamente feliz e satisfeito com o que é hoje, ou que já tenha conquistado tudo o que sonhou e esteja desfrutando disso.

Concentração de esforços
Você não consegue acender um cigarro colocando-o apenas contra a luz solar; mas, se usar uma lente convergente, você consegue acendê-lo, pois toda a energia solar fica concentrada em um único ponto. 
A mesma coisa acontece com a sua mente. Se você pega a sua energia mental e a divide entre o passado e o futuro, sobra muito pouca coisa para o presente. E a vida acontece nesse momento, aqui e agora. O passado já passou e o futuro não chegou.
O segredo da vida está no aqui e agora. Você sempre acorda hoje. Sempre hoje. Você nunca acordou amanhã, não é mesmo? Tudo é aqui e agora.
Há pessoas que se escondem no passado e há as que se escondem no futuro, mas essa história de passado e futuro é, na maioria das vezes, desculpa para não viver o presente.

Somos animais lingüísticos
À medida que melhoramos nossa auto-estima, melhoramos o nosso presente e, conseqüentemente, o passado. E vice-versa.
O passado é uma experiência que foi codificada lingüisticamente. E a linguagem é o que nos diferencia dos outros seres e nos faz humanos. Por meio da linguagem, codificamos as crenças em nossas vidas. Tudo o que pensamos e vivemos em relação à saúde, dinheiro ou sexo, por exemplo, é fruto dessa codificação lingüística.
Quem tem uma codificação, por exemplo, de que o sexo é sujo, vive incomodado por um sentimento de culpa. A criança de 6 anos de idade ouve um adulto dizendo que “é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar para o reino dos céus” vai crescer achando que é melhor ser pobre. E as pessoas que têm medo do sucesso, que vivem dizendo: “Ah, tudo o que sobe desce! Eu tinha um vizinho que vivia tão bem, de repente perdeu tudo. Prefiro ser como sou.”, são pessoas que carregam consigo, pela vida inteira, um inútil sentimento de culpa.


 

Lair Ribeiro é médico e palestrante motivacional de sucesso e reconhecimento internacional.

Para cursos e palestras, visite o site www.lairribeiro.com.br

 
 
 
 
 

 

 

 

 
 
 
 
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