Edição da semana
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Terça ,
9 de
Março 2010 ,
03:29 |
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Ambientalistas reforçam campanhas para elimiar o uso das sacolas plásticas |
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Cliente usa sacola ecológica em farmácia de São Paulo. |
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Elas são práticas e muito populares, mas as sacolas de plástico usadas principalmente nos supermercados, já são consideradas símbolo de desperdício e descaso com o meio ambiente. Uma lei em Washington, que entrou em vigor em janeiro deste ano, proíbe a distribuição gratuita de sacolas plásticas. O consumidor tem que levar sua própria bolsa, carregar os itens na mão, ou pagar US$ 0,05 por sacola. A lei não se aplica apenas nos supermercados, mas também em outros setores do comércio como livrarias, lojas de roupas e de presentes.
A expectativa dos defensores do meio ambiente é de que a atitude em Washington se torne uma referência para os outros Estados americanos. Esse tipo de lei é a primeira no país, embora San Francisco já tenha proibido as sacolas plásticas. Segundo a Agência de Proteção Ambiental dos EUA apontam para um volume de plástico desperdiçado em 2008 de 3,96 milhões, entre bolsas, sacolas e embrulhos. Menos de 1% desse total foi reciclado.
Redes como CVS e Target, já começaram a premiar com dinheiro ou créditos a iniciativa de consumidores que carregam suas próprias sacolas reutilizáveis.
Em New York, a legislação exige que os varejistas que distribuem gratuitamente sacolas plásticas façam a reciclagem do material. Algumas lojas já cobram pelo uso das sacolas. Em Seattle, recentemente o uso de sacolas de papel e de plástico passou a ser desencorajado, com a cobrança de US$ 0,20 por sacola.
Para os ambientalistas, as sacolas plásticas são consideradas culpadas pela poluição nos oceanos e emissão de carbono.
No Brasil
O Grupo Carrefour banirá a utilização de sacolas plásticas em toda a sua rede de lojas no Brasil nos próximos quatro anos. O anúncio oficial da decisão, uma das mais expressivas ações de sustentabilidade das grandes redes varejistas no país, será feito no próximo dia 15, na loja do
Carrefour localizada em Piracicaba, interior de São Paulo. O evento contará com a presença do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo o diretor de Sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez, a decisão vale tanto para as sacolas plásticas entregues ao consumidor quanto para os sacos plásticos utilizados dentro das lojas (por exemplo, para acondicionar
frutas ou legumes). E envolve todas as marcas do grupo (Carrefour, Atacadão
e Dia%). “A utilização das sacolas plásticas é um tema sobre o qual nós, varejistas, somos constantemente questionados pela sociedade. E com razão, dados os impactos da destinação inadequada desse produto. Essa é uma contribuição importante”, afirmou “, afirmou Pianez.
Para compensar possíveis impactos negativos da medida em relação aos consumidores, que no caso brasileiro utilizam de maneira intensiva as sacolas plásticas, especialmente como sacos de lixo, o Carrefour oferecerá opções para o transporte das compras, como sacolas retornáveis vendidas a preço de custo e caixas de papelão usadas nas lojas, entre outras. Em
conjunto com a Basf, a empresa também desenvolveu uma sacola plástica com capacidade para até dez quilos feita de material bioplástico 100% degradável.
Um produto que, segundo o Carrefour, é totalmente absorvido pela natureza
em até 18 semanas (uma sacola plástica comum leva até 300 anos para se
decompor). |
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