Edição da semana
|
|
|
|
|
 |
|
| |
| |
Quinta ,
4 de
Fevereiro 2010 ,
13:20 |
|
 |
Americanos presos responderão por seqüestro |
|
| |
|
Os dez americanos presos na sexta-feira (29) no Haiti foram formalmente acusados pelos crimes de sequestro de menores e associação para o crime perante a Justiça haitiana. Segundo o advogado Edwin Coq, o grupo ouviu a decisão em um tribunal e, na sequência, foi levado a uma prisão da capital Porto Príncipe. Agora, um juiz irá decidir se eles aguardam o avanço do processo presos ou em liberdade. O relato de Coq contraria o de um advogado dos americanos da República Dominicana, para quem nove de seus dez clientes seriam soltos.
O grupo de americanos faz parte da organização de caridade New Life Children's Refuge, que é ligada à Igreja Batista. Eles tentavam cruzar a fronteira entre Haiti e República Dominicana com 33 crianças com idades entre dois meses e 12 anos quando foram presos por falta de documentos. Depois, as autoridades haitianas descobriram que algumas das crianças tinham parentes vivos, após o terremoto de magnitude 7 que devastou parte do país no último dia 12.
Dois dias depois da prisão, uma porta-voz do grupo, Laura Silsby, disse à agência de notícias Associated Press que as crianças eram órfãs e que seriam levadas para um hotel da área de Cabarete, na costa da República Dominicana. O hotel, de 45 quartos, seria, posteriormente, transformado num orfanato.
Longe dos trâmites do processo, pais desesperados na vila de Callebas, próxima à devastada capital haitiana, disseram que deram seus filhos ao grupo de boa vontade, confiando nos missionários americanos que teriam prometido levá-los para uma vida melhor, longe do país seriamente abalado pelo terremoto do mês passado. As histórias contradizem as afirmações da líder do grupo de batistas, segundo quem as crianças vieram de orfanatos ou foram entregues por parentes distantes.
Na segunda-feira (1º), o premiê do Haiti, Max Bellerive, afirmou que os americanos sabiam "que o que faziam era errado". "Está claro agora que eles estavam tentando cruzar a fronteira sem papeis. Está claro agora que algumas das crianças têm pais vivos." Os missionários negam as acusações de tráfico infantil, e dizem que a intenção era apenas ajudar as crianças. "Os norte-americanos são missionários, eles foram ingênuos. Eles não tinham ideia de que estavam violando a lei. Estavam agindo de boa fé e simplesmente quiseram ajudar", disse o advogado Edwin Coq.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse considerar "lamentável" que os americanos tenham "assumido as coisas com as próprias mãos" e garantiu que Washington mantém "discussões com o governo haitiano sobre a disposição apropriada do caso deles". |
| |
| |
|
|
| |
|
|
|
|
|
| |
| |
|