2011 começa com otimismo na economia
Enquanto novas medidas tomadas pelo governo americano levam especialistas a expressar um renovado otimismo e a esperar que a recuperação dos Estados Unidos receba impulso em 2011, o otimismo em relação ao Brasil é ainda maior.
A Economist Intelligence Unit (EIU) está prevendo que o Brasil ultrapassará a Itália, e ficará em sétimo lugar no ranking das maiores economias mundiais, com um PIB de US$ 2 trilhões.
A lista das maiores economias mundiais deve ter uma importante reorganização em 2011. De acordo com estimativas da EIU, a China continuaria no segundo lugar tomado do Japão, enquanto o segundo semestre de 2011 verá a ascensão de outros mercados emergentes: Brasil, Rússia e Índia.
Nos Estados Unidos, tanto nas universidades quanto em Wall Street, economistas elevaram em geral suas projeções de crescimento para o próximo ano. As vendas no varejo, a produção industrial e os pedidos às fábricas cresceram, e os novos pedidos de seguro desemprego diminuíram. Embora o desemprego continue persistentemente elevado, a confiança dos consumidores aumentou. As grandes corporações anunciam lucros consideráveis e, na última semana de 2010, o tradicional índice Dow Jones, da Bolsa de New York, teve a maior alta em dois anos.
Medidas assumidas por Obama junto aos republicanos do Congresso, de cortar os impostos por um total de US$ 858 bilhões está colocando mais dinheiro nas mãos dos consumidores graças a uma redução temporária dos encargos sociais e uma prorrogação do seguro desemprego para os trabalhadores que há muito tempo estão parados.
O governo tenta também acabar com um dos maiores obstáculos para a recuperação - a relutância das companhias em investir seus enormes recursos em novas fábricas e equipamentos - concedendo incentivos fiscais aos investimentos corporativos.
O diretor do Federal Home Loan Bank of Atlanta pondera que existe certo
exagero em acreditar que 2011 e 2012 serão anos de forte crescimento econômico nos Estados Unidos, tanto quanto em esperar uma nova recessão. “Eu acredito que teremos um crescimento, sim, mas um crescimento anêmico”, avalia William Handorf. “Países como Brasil e China devem ter um crescimento mais expressivo, mas para o resto do mundo a crise foi um baque muito forte”, acrescenta.
Handorf diz que ainda há muitos bancos que estão com problemas nos Estados Unidos. Segundo ele, o Governo norte-americano está tentando ajudar essas
instituições, principalmente porque já viu as consequências de ter bancos falindo, mas isto está gerando muitos gastos. De modo geral, a economia está se fortalecendo, mas o diagnóstico não é tão favorável como os Governos fazem parecer.
O otimismo de 2009
Esse mesmo otimismo, no entanto, predominava nos Estados Unidos em 2009, quando a economia parecia estar prestes a reviver e, entretanto, voltou a estagnar nos primeiros meses deste ano em razão dos temores causados pela crise da dívida na Grécia e em outros países europeus. Mesmo assim, os economistas mostram-se muito animados com a perspectiva, afirmando que, embora em 2011 a economia ainda não deva estar suficientemente forte para produzir redução significativa do desemprego, deverá melhorar
consideravelmente a posição do país em comparação ao período em que a crise financeira desencadeou o colapso econômico, há três anos.
“Em 2011, a recuperação será suficientemente vigorosa para vermos a criação sustentada de empregos, dando finalmente aos americanos a sensação concreta de que a economia está melhorando”, disse o economista-chefe do Tesouro no goveno George W. Bush, hoje professor na Universidade de Maryland, Phillip L. Swangel.
Mark Zandi, da Economy.com da Moody’s, acredita que a economia “deslanchará”. “A resposta da política do governo, em sua totalidade, tem sido muito agressiva”, afirmou. “Acho que garantirá a evolução da recuperação para uma expansão auto-sustentada no início de 2011.”
Flórida
De acordo com especialistas, o mercado de trabalho na Flórida ainda está longe de ver uma recuperação plena. Os índices de desemprego deverão
permanecer em 11.8%, e finalmente começar a cair, mas extremamente devagar, segundo uma previsão do Florida Economic Estimating Conference.
De acordo com a economista Amy Baker, a Flórida se verá abaixo dos 10% de desemprego somente no verão de 2012.
Mais de 340,000 pessoas estão sem emprego no sul da Flórida, e 1.1 milhão em todo o estado. Mesmo assim, pessoas que haviam desistido completamente de procurar emprego, estão se animando. “Temos agora 5 meses de crescimento no mercado de trabalho”, disse Baker.
A área de construção civil continua sendo o mercado mais afetado, o qual perdeu quase 50% dos trabalhos em 2007. Já a área médica está em ascensão, desde médicos, até pequenas clínicas. Outras áreas, como hotelaria, restaurantes, e coisas relacionadas à economia global.
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