A Flórida também fala português — e precisa ouvir o voto brasileiro

Por Lara Barth

Fernanda Cirino, editora-chefe do Gazeta News

As eleições primárias realizadas nesta semana definiram os principais candidatos que disputarão, em novembro, cargos decisivos para o futuro da Flórida. Mas, além dos vencedores e derrotados, o processo deixou outro recado importante: ainda são poucos os eleitores que participam das decisões que afetam a vida de todos.

Dados preliminares indicam que aproximadamente
um em cada quatro eleitores da Flórida compareceu às urnas nas primárias. Isso significa que uma
parcela relativamente pequena da população ajudou a escolher os nomes que agora disputarão o governo estadual, o Senado, a Câmara dos Representantes e diversos cargos locais.

Para a comunidade brasileira, essa reflexão é ainda mais necessária.

A Flórida concentra 23% dos imigrantes brasileiros que vivem nos Estados Unidos. Broward, Orange, Miami-Dade e Palm Beach estão entre os condados com maior presença brasileira no país. Somos empresários, trabalhadores, profissionais liberais, estudantes, consumidores e geradores de empregos. Nossa presença econômica é inegável, mas ela ainda precisa ser acompanhada de maior participação cívica e política.

Participar não significa defender um partido ou candidato. Significa conhecer as propostas e avaliar quem apresenta soluções reais para questões que atingem diretamente nossas famílias: custo de vida, seguro residencial, educação, segurança pública, saúde, impostos, pequenos negócios e políticas relacionadas à imigração.

O Gazeta News não pretende dizer ao leitor em quem votar. Nosso compromisso é defender o direito à informação e estimular uma participação consciente. Quem já é cidadão americano e está habilitado a votar não deveria deixar que outros decidam sozinho o futuro do lugar onde vive, trabalha e cria seus filhos.

A eleição geral será realizada em 3 de novembro. O prazo para registro eleitoral na Flórida termina em 5 de outubro, e o período obrigatório de votação antecipada será de 24 a 31 de outubro.

A Flórida já fala português em
suas empresas,
escolas, igrejas,
eventos e
comunidades.
Chegou a hora de
essa presença
também ser ouvida
nas urnas.

Porque reclamar das decisões depois que elas foram tomadas não substitui a oportunidade de participar quando ainda podemos influenciá-las.