Investigação não comprova maus tratos a crianças imigrantes

Por Gazeta News

BORDER PATROL

Uma investigação federal que incluiu inspeções de surpresa não conseguiu provar 16 acusações de grupos de defesa dizendo que crianças pegas atravessando a fronteira foram colocadas em celas frias, dormiram no chão duro e que faltavam alimentos e cuidados médicos. Outras reclamações sobre o tratamento das crianças ainda estão em análise, de acordo com o Departamento de Segurança Interna. As informações são da “Associated Press”.

O inspetor geral John Roth disse, em um memorando no dia 2, que os imigrantes alternadamente se queixam de que os centros de detenção são muito frios ou muito quentes, mas de qualquer forma, existem cobertores. Da mesma forma, Roth disse que o serviço de alimentação também tem melhorado desde que a American Civil Liberties Union e outros quatro grupos de defesa fizeram 116 denúncias de irregularidades em junho, o que incluía maus-tratos, abusos por parte de agentes de fronteira e falta de comida.

No memorando para o secretário de Segurança Interna, Jeh Johnson, Roth disse que ainda restam 100 denúncias a serem investigadas pelo Immigration Enforcement’s Office of Professional Responsability, pelo escritório do CBP para questões internas e pelo escritório do DHS para direitos e liberdades civis.

As queixas incluem um menino de 13 anos, que disse que foi ameaçado por um funcionário com uma haste de metal e mais tarde foi molestado sexualmente enquanto estavam sob custódia; uma menina de 14 anos que relatou que seu inalador para asma foi confiscado; e um menino de 14 anos, que disse que era incapaz de dormir durante cinco dias, porque as luzes estavam acesas. Um menino de 16 anos de idade disse que um funcionário lhe disse: “Você está no meu país agora, e vamos enterrá-lo em um buraco”.

Um advogado do ACLU no Arizona, James Lyall, afirma que as descobertas do inspetor geral não descartam a gravidade e o volume de reclamações. Ele disse que as alegações espelham milhares de queixas apresentadas nos últimos anos.

“O fato de que eles não foram capazes de substanciar essas alegações certamente não significa que elas não são verdadeiras”, disse Lyall. “Em algum ponto onde há fumaça, há fogo. O grande peso e substância destas queixas, através de sites, através do tempo, certamente devem levantar alarmes”.