Ramadã, Ano Novo Lunar e Quaresma começam no mesmo dia em 2026 e mobilizam bilhões
Convergência rara une tradições islâmica, chinesa e cristã em 18 de fevereiro
Entre terça (17) e quarta-feira (18) de fevereiro de 2026, o calendário global registrou uma coincidência incomum: o início do Ramadã para parte do mundo islâmico, a celebração do Ano Novo Lunar — Ano do Cavalo de Fogo — e a Quarta-feira de Cinzas, que marca o começo da Quaresma para os cristãos. Juntas, as três tradições envolvem mais de 4,5 bilhões de pessoas.
A convergência reúne sistemas calendáricos distintos: o islâmico, puramente lunar; o chinês, lunissolar; e o cristão, solar com base lunar para o cálculo da Páscoa.
Ramadã
O mês sagrado do Islã começou oficialmente em 18 de fevereiro na Arábia Saudita e em outros países após a confirmação do avistamento da lua crescente. Em outras regiões, como parte da Europa e da Ásia, o início foi fixado em 19 de fevereiro, devido a diferenças entre observação ocular e cálculos astronômicos.
Durante 29 ou 30 dias, muçulmanos jejuam do amanhecer ao pôr do sol. Em 2026, no inverno do Hemisfério Norte, o jejum varia entre 11 e 13 horas. No Brasil, em Brasília, o primeiro dia terá cerca de 13h47 de jejum.
Ano do Cavalo de Fogo
O Ano Novo Lunar marca o início do ciclo do Cavalo de Fogo, combinação que ocorre a cada 60 anos no calendário tradicional chinês. A data dá início ao período de “chunyun”, considerado a maior migração anual do planeta, com expectativa de bilhões de deslocamentos internos na China.
O Cavalo simboliza energia e independência; o elemento Fogo intensifica características como ousadia e dinamismo. As celebrações incluem reuniões familiares, entrega de envelopes vermelhos com dinheiro e danças tradicionais.
Quaresma
Para cerca de 1,3 bilhão de católicos, a Quarta-feira de Cinzas abre a Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa, marcado por jejum, oração e caridade. Em 2026, a Campanha da Fraternidade tem como tema a moradia digna.
A coincidência de datas evidencia como diferentes tradições religiosas e culturais podem compartilhar o mesmo marco temporal, ainda que com significados distintos: jejum e reflexão no Islã, renovação e prosperidade na cultura chinesa e penitência e conversão no cristianismo.