EUA e Israel atacam o Irã; mísseis são interceptados nos Emirados e em outros países do Golfo

Escalada militar provoca morte em Abu Dhabi, amplia tensão regional e afeta tráfego aéreo no Oriente Médio

Por Lara Barth

Imagens do conflito são compartilhadas nas redes sociais

Os Estados Unidos e Israel realizaram ataques militares coordenados contra o Irã, em uma ofensiva que, segundo autoridades envolvidas, teve como objetivo enfraquecer a capacidade militar iraniana e responder a ameaças na região.

Em retaliação, o Irã lançou uma série de mísseis balísticos e drones em direção a países do Golfo que abrigam forças americanas e aliadas. A ofensiva ampliou a tensão no Oriente Médio e colocou sistemas de defesa aérea da região em alerta máximo.

Interceptações e impactos nos Emirados

Nos Emirados Árabes Unidos (EAU), as defesas aéreas interceptaram diversas ondas de mísseis, inclusive sobre Abu Dhabi. Apesar do sucesso nas interceptações, fragmentos e destroços de projéteis atingiram áreas urbanas. Pelo menos uma pessoa morreu na capital emiradense após ser atingida por destroços.

Também houve registros de alertas de ataque aéreo e explosões em outras cidades da região, incluindo Dubai, nos Emirados, e Doha, no Catar.

Outros países relatam interceptações

Kuwait, Catar, Jordânia e outros países do Golfo informaram ter interceptado mísseis ou neutralizado ataques semelhantes em seus territórios. As autoridades locais reforçaram a vigilância e destacaram que os sistemas de defesa aérea continuam operando em nível elevado de prontidão.

Impacto no tráfego aéreo

A escalada do conflito provocou reflexos imediatos na aviação civil. Companhias aéreas suspenderam ou redirecionaram voos que cruzam o espaço aéreo do Oriente Médio, afetando rotas para e de países como Israel, Irã e nações vizinhas. Passageiros enfrentam cancelamentos, atrasos e mudanças de itinerário.

O novo confronto ocorre após meses de tensão crescente entre Teerã, Washington e Tel Aviv, marcados por acusações mútuas e ameaças públicas de ações militares. A comunidade internacional acompanha com preocupação o risco de ampliação do conflito para outros países da região.