Carnaval: Sambódromo garante acessibilidade a deficientes

Por Anna Karina de Carvalho - Repórter da Agência Brasil

Carnaval: Sambódromo garante acessibilidade a deficientes

No espetáculo que projeta o Brasil para o mundo todos os anos, a inclusão também precisa brilhar. Na passarela do samba da Marquês de Sapucaí, a acessibilidade deixou de ser promessa para se tornar prática estruturada,  garantindo que pessoas com alguma deficiência vivam o carnaval com autonomia, informação e pertencimento.

Frequentadora assídua do Setor 13, a deficiente visual Sandra Santos descreve a emoção de acompanhar os desfiles com audiodescrição. Eu acho de muita importância ter audiodescrição no carnaval, principalmente se tivesse em todos os locais. Todo ano vou no Setor 13 e encontro lá a audiodescrição e fico muito feliz por ter lá disponível.

Desde 2019, a acessibilidade comunicacional na Sapucaí é coordenada pela All Dub Estúdio, que atua como empresa oficial do evento. À frente da iniciativa, a CEO Ana Motta destaca que o trabalho garante mais de 600 atendimentos diários apenas no Camarote 13, espaço dedicado às pessoas com deficiência.

Ao longo do carnaval, isso representa milhares de pessoas atendidas com recursos como Libras, audiodescrição e mediação acessível. Consolidamos o maior atendimento diário de acessibilidade já realizado no carnaval brasileiro, afirma.

De 13 a 17 de fevereiro e também no Desfile das Campeãs, o Setor 13 conta com audiodescrição ao vivo, tradução em Libras e suporte à comunicação acessível para pessoas cegas, surdas, autistas, com baixa visão e outras deficiências.