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É possível fazer rir e incomodar, diz atriz do projeto Humor Negro
Sorrindo, a comediante baiana Magali Moraes, de 41 anos, sobe ao palco. Estava com uma preguiça de fazer esse show (silêncio)... Espero que isso tenha sido o suficiente para saciar o fetiche de vocês. Ela gargalha para a plateia que lotou o teatro do Museu Nacional da República, em Brasília, um dos espaços do Festival Latinidades na capital nesta semana.
Com ironias não somente à xenofobia e ao racismo que liga o povo baiano à preguiça, Magali toca, com sorriso permanente, em outros tantos preconceitos, como machismo e homofobia. Mas vai além. A atriz integra o projeto Humor Negro, um espetáculo de comédia stand up, com humoristas pretos, que começou em 2019 nos palcos de Salvador e que chegou também à TV (Multishow) em forma de série.
Magali Moraes, em entrevista à Agência Brasil, defende que o humor é uma arte que deve incomodar. Mas a intenção de fazer rir tem que ser sempre o objetivo principal. Mas é possível fazer rir fazendo transformação social, afirma. Promover o sorriso e também reflexões.