Estudo aponta influência do Rio Amazonas em furacões no Atlântico
Esta "nuvem" salobra sobre o mar, efeito semelhante ao do óleo sobre a água, impede a mistura da água fria com a mais quente, o que pode estar ajudando os furacões e ciclones a se intensificarem rapidamente, de acordo com um estudo da Universidade de Miami publicado no Journal of Geophysical Research na última semana.
O estudo de Johna Rudzin, doutoranda na Escola Rosenstiel de Ciências Marinhas e Atmosféricas da UM e principal autora da pesquisa, começou há dois anos, quando uma equipe do Laboratório de Dinâmica do Alto Oceano instalou 55 sensores no mar do Caribe para medir a temperatura do oceano, a salinidade e as correntes marítimas.
O objetivo era entender melhor as características dos redemoinhos de águas mornas na região, que provavelmente são originários da corrente norte do Brasil."Isso é meio problemático, sabendo que muitos furacões passam por aquela região".
O furacão Matthew, que cresceu até se tornar uma perigosa tempestade de Categoria 5 com ventos de 160 mph, ganhando 80 mph em 24 horas, é um dos exemplos de como é necessário entender o que acontece naquela região do planeta.
Temporada de furacões
A temporada de furacão inicia oficialmente a partir de 1º de junho e segue até o final de novembro. O Centro Nacional de Furacões divulgou os nomes de furacões de 2017. Os nomes são selecionados pela Organização Meteorológica Mundial e geralmente são associados à etnia da bacia que seriam afetadas pelas tempestades.
Para a temporada 2017, os nomes escolhidos foram: Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Gert, Harvey, Irma, Jose, Katia, Lee, Maria, Nate, Ophelia, Phillippe, Rina, Sean, Tammy, Vince e Whitney.
