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EUA aprovam primeiro medicamento para prevenir enxaquecas crônicas
A primeira de uma nova classe de remédios de ação prolongada para tratar enxaquecas crônicas foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) na quinta-feira, 17, dando início ao que muitos especialistas acreditam que seja uma nova era no tratamento de pessoas que sofrem da forma mais severa de dor de cabeça.
Outras três doses devem ser aprovadas pela FDA até o fim do ano, e diversas pílulas para prevenir as dores de cabeça intensas estão sendo testadas.
O medicamento, chamado Aimovig, fabricado pelos grupos farmacêuticos Amgen e Novartis, será aplicado por meio de uma injeção mensal com um dispositivo similar a uma agulha de insulina. O preço do tratamento deverá custar US$ 6,9 mil por ano, e a Amgen diz que o medicamento estará disponível para os pacientes a partir da próxima semana.
O Aimovig bloqueia a ação do fragmento de uma proteína, a CGRP, que instiga e perpetua as dores de cabeça. “Os remédios terão um grande impacto”, afirmou o dr. Amaal Starling, neurologista e especialista em enxaquecas na Mayo Clinic, em Phoenix.
Um estudo mostrou que os pacientes que receberam Aimovig perceberam uma redução no número de dias que sofriam de enxaqueca de oito para quatro vezes ao mês. Além disso, eles apresentaram efeitos colaterais semelhantes, a maioria resfriados ou infecções respiratórias. Alguns pacientes chegaram inclusive a se livrar por completo da dor de cabeça, disse Sean Harper, diretor de pesquisa da Amgen.
As novas drogas não são capazes de prevenir todas as crises de enxaqueca, mas podem torná-las menos severas e reduzir a sua frequência em 50% ou mais, de acordo com os especialistas.
Os tratamentos atuais incluem pílulas originalmente desenvolvidas para epilepsia e outras condições, mas muitos pacientes abandonam os medicamentos porque eles não ajudam muito ou provocam sérios efeito colaterais.
As enxaquecas podem causar sintomas como dor de cabeça latejante, náusea, ânsia de vômito e sensibilidade à luz e ao som. Cerca de 2% da população mundial sofre com enxaquecas crônicas. Geralmente pessoas na faixa dos 30 anos de idade e do sexo feminino.
Com informações do NY Times.