Família arrecada valor e crianças tratarão síndrome rara nos EUA
Além do dinheiro para custear a ida, a família, que luta contra o tempo, ainda não estava com a documentação completa das crianças. “Conseguimos passaporte de emergência para as meninas e o visto saiu em seguida. O Henrique já tem passaporte e visto, então só faltava o delas mesmo”, explicou Lisiane ao GAZETA.
Nessa primeira parte, a família ficará somente uma semana no país. As crianças farão exames nos dias 18, 21 e 22, que serão encaminhados ao Food and Drug Administration (FDA) para avaliação se elas poderão participar do experimento para tratamento da síndrome de depleção do DNA mitocondrial. Como demora entre 30 a 60 dias a resposta, a família retornará ao Brasil onde aguardará o resultado.
Em caso de aprovação, a família deve retornar aos Estados Unidos para um período de 30 dias e o início do tratamento.
A família é de São Jerônimo (RS) e conseguiu quase o valor total pretendido de R$200 mil reais para custear a estadia e o tratamento não só dessa primeira fase, mas também para as outras, com campanhas pela internet e rifas. “Já estamos com mais de 90% da meta de arrecadação da campanha cumprida e muito felizes com a ajuda de todos”, agradeceu Lisiane.
A síndrome de depleção do DNA mitocondrial (SDM) é causada por alterações genéticas que restringem a produção de energia das células e enfraquecem a musculatura.
Progressivamente, a doença limita os movimentos e pode prejudicar a capacidade respiratória por atingir os músculos do tórax. O tratamento na universidade em Nova York ainda é em caráter experimental, mas os pais veem como única alternativa para as crianças no momento.
Segundo Lisiane, as crianças já sentem o efeito da doença. O mais velho, Henrique, apresenta o estágio mais avançado da síndrome e se movimenta com dificuldade. “As meninas ainda não sentem tanto os efeitos da síndrome por serem novas, mas a preocupação dos pais é justamente essa – a progressão rápida com o passar do tempo”, ressaltou.
