Temporada de furacões de 2026 pode ser abaixo da média, aponta previsão
Especialistas projetam menos tempestades no Atlântico, mas alertam que riscos continuam altos, especialmente para regiões como a Flórida
A primeira grande previsão para a temporada de furacões de 2026 no Atlântico indica uma atividade ligeiramente abaixo da média. O levantamento foi divulgado pela Universidade Estadual do Colorado (CSU), uma das principais referências globais em monitoramento climático.
De acordo com os pesquisadores, são esperadas 13 tempestades nomeadas ao longo da temporada, sendo seis furacões e dois de grande intensidade (categoria 3 ou superior). Em um ano considerado típico, a média é de 14 tempestades, sete furacões e três grandes furacões.
A temporada oficial ocorre entre 1º de junho e 30 de novembro, com pico de atividade entre agosto e outubro. Apesar da previsão inicial indicar cerca de 75% da atividade média histórica, os especialistas reforçam que o cenário ainda pode mudar e que o alerta deve ser mantido.
O principal fator por trás da expectativa de uma temporada mais tranquila é a possível chegada do El Niño, fenômeno climático que tende a reduzir a formação de furacões no Atlântico ao aumentar a estabilidade atmosférica e o cisalhamento dos ventos — condições desfavoráveis ao desenvolvimento de tempestades.
Segundo o Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos, há 62% de chance de o El Niño se estabelecer entre junho e agosto e persistir até o fim do ano.
Mesmo com uma previsão mais moderada, os riscos permanecem. A CSU estima uma probabilidade de 32% de um grande furacão atingir a costa dos Estados Unidos e 35% de impacto no Caribe.
Especialistas ressaltam que não é necessário um grande número de tempestades para causar danos significativos. “Basta um único furacão atingir uma área para que a temporada seja considerada ativa naquele local”, alertam.
A lista oficial de nomes para 2026 já está definida, começando por Arthur, seguido por Bertha, Cristobal, Dolly, Edouard e Fay.
Fonte: CBS