Arthur perde força após atingir o Texas, mas ainda ameaça provocar enchentes graves no sul dos EUA
Mesmo rebaixado para ciclone pós-tropical, sistema continua trazendo chuvas intensas e risco de inundações perigosas entre Texas e Flórida
A tempestade Arthur, o primeiro sistema nomeado da temporada de furacões do Atlântico em 2026, perdeu força após atingir a costa do Texas, mas continua representando uma ameaça significativa para milhões de pessoas no sul dos Estados Unidos.
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), Arthur foi rebaixado para ciclone pós-tropical na noite de quarta-feira (17), após seus ventos sustentados caírem para cerca de 56 km/h, abaixo do limite necessário para ser classificado como tempestade tropical.
Apesar do enfraquecimento, meteorologistas alertam que o principal perigo agora não são os ventos, mas sim as chuvas torrenciais que continuam avançando pelo sudeste do país.
O sistema se formou no oeste do Golfo do México e alcançou status de tempestade tropical na manhã de quarta-feira, próximo à costa central do Texas. Após tocar o continente, começou a perder intensidade rapidamente.
Segundo a previsão, os remanescentes de Arthur devem atravessar partes do Texas, Louisiana e seguir em direção ao sudeste dos Estados Unidos entre quinta e sexta-feira.
“O sistema continuará produzindo chuvas intensas generalizadas nos próximos dias, com potencial para enchentes que colocam vidas em risco”, alertou o Centro Nacional de Furacões.
Risco de enchentes e tornados
As projeções indicam acumulados de chuva entre 125 e 250 milímetros em áreas do Texas, Louisiana, Mississippi e Alabama, além da região oeste do Panhandle da Flórida até a manhã de sexta-feira.
As autoridades alertam que esses volumes podem provocar enchentes repentinas, transbordamento de rios e alagamentos severos em áreas urbanas e rurais.
Além das inundações, o sistema também pode gerar condições perigosas no litoral do Golfo do México, incluindo fortes correntes de retorno, ressacas e ondas elevadas.
Meteorologistas também monitoram a possibilidade de tornados isolados associados à circulação remanescente da tempestade.
Arthur começou a se desenvolver no início da semana como uma área de baixa pressão no oeste do Golfo do México. Sua formação coincidiu com um período de chuvas intensas que já afetava diversos estados da região, agravando o risco de enchentes.
Temporada de furacões segue até novembro
A temporada de furacões do Atlântico começou oficialmente em 1º de junho e se estende até 30 de novembro. Historicamente, os meses de maior atividade são agosto, setembro e outubro.
Mesmo com a formação precoce de Arthur, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê uma temporada abaixo da média histórica, com expectativa de oito a 14 tempestades nomeadas. Dessas, entre três e cinco podem atingir intensidade de furacão.
Fonte: CBS