Tornados e tempestades superam furacões como maior risco para proprietários de imóveis, aponta estudo
Pesquisadores alertam que granizo, ventos fortes e tornados já provocam mais prejuízos ao setor de seguros do que furacões e enchentes, impulsionados pelas mudanças climáticas.
Tornados, tempestades com granizo e ventos intensos passaram a representar o maior risco financeiro para proprietários de imóveis, superando furacões, enchentes e outros desastres naturais, segundo um novo estudo da empresa de modelagem climática First Street.
A pesquisa mostra que, em 2025, as chamadas tempestades convectivas severas se tornaram o desastre natural mais caro para as seguradoras em todo o mundo. De acordo com o levantamento, esses fenômenos já geraram US$ 794 bilhões em indenizações nos últimos 25 anos, ultrapassando, juntos, os prejuízos causados por enchentes, terremotos e secas.
Somente em 2025, as perdas econômicas relacionadas a essas tempestades chegaram a US$ 82 bilhões, sendo US$ 68 bilhões registrados nos Estados Unidos, onde há grande concentração de imóveis segurados.
Os especialistas explicam que as mudanças climáticas têm criado condições mais favoráveis para a formação dessas tempestades, aumentando a frequência de eventos com granizo, ventos destrutivos e tornados.
Entre os fenômenos, o granizo é apontado como o principal responsável pelos pagamentos de indenizações, seguido pelos ventos fortes. Como essas tempestades costumam atingir áreas urbanas de forma rápida e intensa, podem causar danos simultâneos a residências, veículos e infraestrutura.
O estudo também alerta que o aumento desses eventos pode elevar o custo dos seguros residenciais, especialmente em regiões do Centro-Oeste dos Estados Unidos e no norte do Texas, onde as seguradoras já vêm reajustando os preços diante do crescimento dos prejuízos.
Segundo a First Street, se a tendência continuar, as tempestades convectivas severas deverão se tornar, na próxima década, o terceiro desastre natural mais caro do mundo em perdas econômicas, afetando não apenas o setor de seguros, mas também o comércio, os transportes e a produtividade das empresas.
Fonte: CBS