Modelos indicam possível formação de sistema tropical no Atlântico na próxima semana
Distúrbios no Atlântico Tropical ganham atenção dos meteorologistas, mas condições desfavoráveis devem limitar o desenvolvimento
Modelos meteorológicos começam a indicar os primeiros sinais de atividade no Atlântico Tropical para a próxima semana, mas especialistas avaliam que as condições atuais não favorecem a formação de um sistema forte.
A área monitorada fica na chamada Região Principal de Desenvolvimento do Atlântico, entre a costa da África e o Caribe — uma região que normalmente começa a apresentar aumento significativo na atividade de tempestades entre meados e o fim de agosto.
Neste ano, porém, o oceano Atlântico apresenta um ambiente considerado mais hostil para o desenvolvimento de furacões, principalmente devido à presença de cisalhamento de vento e ar seco com poeira do Saara.
Os modelos identificam atualmente dois distúrbios tropicais que podem chamar atenção na próxima semana. O primeiro saiu da costa africana nesta sexta-feira (7), enquanto um segundo sistema deve deixar a África por volta da próxima terça-feira (11).
Apesar do monitoramento, nenhum dos dois apresenta, até o momento, grande potencial de organização.
As principais ferramentas de previsão — incluindo os modelos tradicionais europeu e americano (GFS), além dos novos sistemas de inteligência artificial — apontam apenas uma baixa chance de desenvolvimento.
Sistema deve permanecer fraco, se evoluir
Nas últimas atualizações, houve uma mudança entre os modelos. As previsões baseadas em inteligência artificial ficaram mais cautelosas, enquanto os modelos meteorológicos tradicionais passaram a indicar uma possibilidade um pouco maior de desenvolvimento.
Mesmo assim, os especialistas destacam um cenário positivo: nos poucos cenários em que algum sistema consegue se formar, a tendência é que ele permaneça fraco, como uma depressão tropical ou tempestade tropical.
A expectativa é que o principal obstáculo seja o aumento do cisalhamento dos ventos no Atlântico Central, que deve dificultar a organização do sistema durante o próximo fim de semana e a semana seguinte.
Os meteorologistas ainda não sabem qual dos dois distúrbios teria maior chance de evoluir, mas os modelos indicam uma preferência pelo segundo sistema, que deve sair da costa da África no início da próxima semana.
Temporada entra em período mais ativo
Embora o potencial de desenvolvimento seja baixo, o surgimento desses sistemas ocorre justamente quando a temporada de furacões do Atlântico começa a entrar em sua fase historicamente mais movimentada.
A previsão atual indica que a combinação de ar seco, poeira do Saara e ventos desfavoráveis deve limitar a intensidade das tempestades.
Especialistas recomendam acompanhar as atualizações, mas afirmam que, neste momento, não há indicação de uma ameaça significativa para áreas costeiras.
Fonte: Local 10