Temporada de furacões ganha força no Atlântico: o que moradores do sul da Flórida precisam saber

Agosto marca o início de um período historicamente mais ativo, mas especialistas afirmam que o risco imediato para o sul da Flórida continua baixo

Por Lara Barth

Temporada de furacões ganha força no Atlântico

A temporada de furacões no Atlântico começa a entrar em uma fase mais movimentada. Agosto é tradicionalmente um dos meses em que a atividade tropical aumenta, e o calendário, junto com as condições atmosféricas, já favorece o surgimento de novos sistemas.

Para os moradores do sul da Flórida, porém, a preocupação imediata permanece baixa.

A região conhece bem os impactos que as tempestades de agosto podem causar. O furacão Andrew, em 1992, é um dos principais exemplos. O furacão Katrina, em 2005, também deixou sua marca ao atravessar o sul da Flórida antes de seguir em direção ao Golfo do México.

Nem todo sistema precisa atingir diretamente a região para causar preocupação. Passagens próximas também podem colocar os moradores em alerta, como aconteceu com o furacão Charley, em 2004, e a tempestade tropical Fay, em 2008.

Dois sistemas estão sendo monitorados
O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) acompanha atualmente duas áreas de interesse no Atlântico.

A primeira é uma onda tropical que avança para oeste pelo Atlântico central em direção às Pequenas Antilhas. Apesar de seguir uma trajetória comum para agosto, o aumento do cisalhamento do vento deve dificultar seu desenvolvimento.

A chance de formação desse sistema nos próximos sete dias é estimada em 20%.

Mais a leste, outra onda tropical deve sair da costa da África ainda nesta semana. Esse sistema encontrará condições um pouco mais favoráveis e apresenta atualmente 50% de chance de desenvolvimento.

Mesmo que consiga se organizar, os modelos indicam que as correntes atmosféricas devem fazer com que o sistema se desloque para o norte sobre o Atlântico aberto, reduzindo a possibilidade de ameaça aos Estados Unidos.

El Niño continua sendo um fator importante
Um dos principais fatores que limitam a formação de furacões nesta temporada é o El Niño, que continua influenciando o padrão atmosférico de 2026.

O fenômeno tende a aumentar os ventos em níveis elevados da atmosfera sobre grande parte do Atlântico, criando condições desfavoráveis para que tempestades tropicais se fortaleçam.

Ainda assim, uma previsão de atividade abaixo da média não significa ausência de furacões.

Mesmo em anos marcados pelo El Niño, sistemas tropicais podem se formar e, dependendo de sua trajetória e intensidade, representar riscos para determinadas regiões.

Risco aumenta nas próximas semanas
Embora o pico climatológico da temporada de furacões só aconteça por volta de 10 de setembro, a ameaça para o sul da Flórida começa a aumentar gradualmente nas próximas semanas.

Por enquanto, nenhuma das duas áreas monitoradas apresenta sinais de que possa causar um impacto significativo na região.

Mas agosto marca justamente o período em que os moradores devem começar a acompanhar os boletins meteorológicos com mais atenção e revisar seus planos de preparação.
A temporada segue oficialmente até 30 de novembro, e as condições no Atlântico podem mudar rapidamente.

Fonte: NBC