Centro Nacional de Furacões monitora possível formação de depressão tropical no Atlântico

Sistema de baixa pressão tem 70% de chance de se desenvolver nos próximos dias, mas previsão indica que ele permanecerá longe da costa dos Estados Unidos

Por Lara Barth

Centro Nacional de Furacões monitora possível formação de depressão tropical no Atlântico

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) está monitorando uma área de baixa pressão no Atlântico tropical central que pode se transformar em uma depressão tropical ainda nesta semana.

O sistema vem sendo acompanhado há vários dias e deve encontrar condições favoráveis para se organizar nos próximos dias. Atualmente, o NHC estima em 70% a possibilidade de desenvolvimento.

Os modelos meteorológicos indicam que, mesmo que o sistema se fortaleça pouco, ele pode adquirir características de uma depressão tropical até o final da semana.

Caso se organize o suficiente para receber um nome, o sistema será chamado de Cristobal.

Sistema não representa ameaça à Flórida
Apesar da possibilidade de desenvolvimento, as projeções atuais indicam que o sistema permanecerá sobre o Atlântico aberto e deverá se afastar da costa dos Estados Unidos nos próximos dias.

Por isso, não há ameaça para o sul da Flórida neste momento.

A possível formação ocorre em uma temporada de furacões que está apresentando um ritmo abaixo da média histórica. Em um ano típico, a esta altura, a terceira tempestade nomeada e o primeiro furacão da temporada já teriam se formado.

Meteorologistas atribuem o ritmo mais lento, entre outros fatores, à presença de cisalhamento do vento e de períodos de ar seco proveniente do Saara, condições que podem dificultar o desenvolvimento de sistemas tropicais.

A influência do El Niño também deve ficar mais evidente nos próximos meses.

Temporada está abaixo da média em atividade
Uma das principais formas de avaliar a intensidade de uma temporada de furacões é o Accumulated Cyclone Energy (ACE), ou Energia Ciclônica Acumulada. O índice considera não apenas a quantidade de tempestades, mas também sua força e duração.

Até agora, o ACE da temporada está em apenas 2,6, após duas tempestades de curta duração no Golfo do México, Arthur e Bertha.

A média histórica para este período é de aproximadamente 12,5.

Próximo a meados de setembro, quando a temporada costuma atingir seu pico, a média do ACE chega a cerca de 66. Em uma temporada considerada normal, o índice acumulado costuma terminar próximo de 122.

Os meteorologistas avaliam que a temporada deste ano dificilmente chegará perto desse nível. Caso o atual sistema consiga se organizar até o final da semana, porém, poderá contribuir para um pequeno aumento na atividade acumulada.

Fonte: NBC