Tempestade Josephine se forma no Atlântico e pode atingir força de furacão até sexta-feira
Décimo sistema nomeado da temporada de furacões de 2026, Josephine avança para longe da costa leste dos EUA e deve se transformar em uma poderosa tempestade extratropical, com ventos que podem superar 119 km/h.
A tempestade subtropical Josephine se formou na quarta-feira no Atlântico, após um sistema de baixa pressão provocar dias de ventos fortes, erosão costeira e alagamentos em áreas do litoral leste dos Estados Unidos. O fenômeno é o décimo sistema nomeado da temporada de furacões de 2026.
Antes de receber o nome Josephine, o sistema atuava como uma tempestade costeira, com características semelhantes às de uma nor’easter, fenômeno comum na região. Os ventos ultrapassaram 64 km/h em áreas que vão dos Outer Banks, na Carolina do Norte, até o litoral de Massachusetts, causando danos em praias e episódios de inundação costeira de intensidade leve a moderada.
Com ventos sustentados de aproximadamente 105 km/h, Josephine deve acelerar em direção ao oceano aberto e passar por uma transformação nos próximos dias. A previsão é que o sistema se torne uma poderosa tempestade extratropical até sexta-feira.
Ventos podem atingir força de furacão
A expectativa é que Josephine passe a apresentar características extratropicais ao avançar sobre águas mais frias, ainda na quarta-feira ou durante a noite. Nesse processo, os ventos podem superar 119 km/h, limite utilizado para classificar ventos de um furacão.
Apesar da possível intensidade, o sistema não será oficialmente classificado como furacão se perder suas características tropicais antes de atingir essa velocidade. O fortalecimento deverá ocorrer por mecanismos atmosféricos não tropicais, associados às diferenças de temperatura e à dinâmica da atmosfera.
Temporada de furacões segue pouco ativa
Mesmo com a formação de Josephine, a temporada de furacões no Atlântico continua apresentando atividade reduzida. Segundo a análise publicada na reportagem original, 2026 é a única temporada no registro moderno e confiável, iniciado em 1950, com menos de dois furacões até o momento.
O cenário coloca a temporada entre as três menos ativas dos últimos 75 anos, atrás apenas das temporadas de 1994 e 1983, conforme a avaliação apresentada no texto de origem.
Além de Josephine, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos monitora uma perturbação atmosférica no Atlântico subtropical central, mas as condições para seu desenvolvimento são consideradas pouco favoráveis nos próximos dias.
Os modelos meteorológicos também indicam poucas possibilidades de formação de novos sistemas relevantes até o fim de outubro, o que sugere um encerramento relativamente tranquilo do mês na bacia do Atlântico.
Fonte: Local 10