Garoto de 12 anos pode pegar prisão perpétua

Por Gazeta Admininstrator

Um menino de apenas 12 anos acusado de atirar e matar à queimaroupa,
a madrasta, grávida de oito meses, em fevereiro de 2009, será julgado
como adulto. Um juiz da Pennsylvania negou o pedido dos advogados para que
Jordan Brown fosse julgado como adolescente.

Segundo a polícia, depois de matar, Jordan Brow entrou no ônibus e foi para a escola, como se nada tivesse acontecido. O garoto vai enfrentar um júri popular e poderá ser condenado à prisão perpétua.

No estado da Pennsylvania, a lei é uma das mais rigorosas do país. Se uma criança com mais de dez anos comete assassinato, ela é tratada pela Justiça como um adulto, sem nenhuma diferença.

Jordan foi abandonado pela mãe ainda pequeno e criado pelo pai, que vivia
com Kenzie Houk, de 26 anos. O disparo que tirou a vida de sua mulher e do bebê que nasceria em duas semanas, obrigou o pai a abandonar o trabalho para defender o filho. Christian Brown afirmou que se pudesse, iria para a cadeia no lugar de Jordan. Com poucos recursos, a família recebe doações pela internet.

A polícia descobriu que o garoto ganhou a espingarda do próprio pai. “Sua
pergunta é se eu me arrependo de ter comprado aquela arma para ele? Não. Eu
ganhei minha primeira arma exatamente quando tinha 11 anos de idade. Mas
existem regras. Só quando o animal aparecia é que eu dava a arma para ele atirar”, explica.

Segundo a família da vítima, meses antes do crime, Jordan teria contado aos primos sobre uma suposta intenção de matar a madrasta por ciúmes. O pai nega: “Não sei o que aconteceu naquela casa, mas eu sei que o meu
filho não fez aquilo. Jordan era uma típica criança de 11 anos, muito alegre e carinhoso”, diz o pai.

Se Jordan for condenado aos 12 anos de idade, vai ser a criança mais jovem da história americana a enfrentar a prisão perpétua sem direito a liberdade condicional. Mais de 2,6 mil adolescentes cumprem prisão perpétua no país. Na maioria dos casos, principalmente quando há crueldade ou assassinatos em série, a população concorda com a punição.