Green Room, o sangrento suspense indie, estreia em Miami
Para Jeremy, foi estar no momento certo com as pessoas certas. “Eu só me beneficiei do momento certo quando ele recebeu e leu o meu roteiro e queria tentar algo novo”. “Ele foi atraído pelo vilão e queria interpretar um”, continuou Saulnier, “mas não apenas um sádico e malvado vilão. Ele queria ser alguém com um espécie de pragmatismo brutal e ainda parecer sútil na performance e, ao mesmo tempo, ter uma grande importância”.
O longa acontece no Oregon e acompanha uma banda de punk rock, que depois de testemunhar um assassinato no último concerto de uma turnê sem êxitos, é forçada a uma luta feroz pela sobrevivência contra um grupo de skinheads maníacos.
“Eu assisti a Blue Ruin e pensei que tinha uma qualidade e uma beleza melancólica (...) e quando eu li o roteiro, vi que era um filme punk rock, mas de uma forma muito séria. Você poderia dizer que quem o escreveu amava esse estilo e havia experimentado tudo isso”, explicou Anton Yelchin, quando perguntado o que o atraiu no roteiro. “Eles são filmes diferentes, mas há um tom melancólico das personagens - sem razão nenhuma – bem profundo, tentando descobrir como sair dela [...] e foi por isso que eu queria trabalhar nessa personagem, esse sentimento (...) Também, a forma como Jeremy trata os atores, quando você assiste Blue Rain, e você percebe que há tanto carinho (...) e eu queria fazer parte deste filme e eu estou feliz que eu estou nele”.
Além de Blue Ruin, Jeremy também dirigiu e escreveu Murder Party de 2007, e o objetivo era fazer algo que estava além de tudo o que o gênero terror tem para oferecer. “Este é um filme sobre táticas. É em última análise, um thriller, um suspense. Não é realmente um filme de terror”, ele explica. “Certamente, os fãs de terror podem encontrar em certos elementos. Se passa em uma casa de shows com luzes pretas e grafite. Parece uma casa assombrada e os efeitos de maquiagem irão satisfazer qualquer fã de filmes de horror. Mas, a forma como tratei as interações e violência era como se estivéssemos em uma guerra. Eu estava fazendo referência a Platoon e Apocalypse Now”.
Como parte do processo de criação e como qualquer bom filme de guerra, vem a inspiração do mundo real e Saulnier acrescentou: “uma das poucas intencionais conotações políticas no filme é sobre hierarquia e estrutura de poder, e quem está dando ordens para marchar e o porquê. Quem está lutando contra e quem está se machucando”.
Além de Patrick Stewart e Anton Yelchin, estão no elenco Imogen Poots, Joe Cole, entre outros. #GreenRoom
