ICE amplia prisões de imigrantes em Chicago e nega uso excessivo de força
Operação "Midway Blitz" já resultou em quase 550 detenções e gera críticas após morte e denúncias de abusos
O Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) intensificou as prisões de imigrantes em Chicago e nos subúrbios, dentro da chamada operação “Midway Blitz”, lançada em 8 de setembro. Até agora, quase 550 pessoas foram presas — entre elas, de acordo com a agência, 50% a 60% eram alvos diretos de investigações. Mais de 200 agentes foram deslocados de outras regiões para reforçar a ação.
A operação ocorre em meio a fortes tensões: um agente do ICE matou a tiros Silverio Villegas González, imigrante mexicano, durante uma tentativa de prisão em um subúrbio de Chicago. O Departamento de Segurança Interna disse que o homem tentou atropelar agentes e arrastar um deles com o carro, levando o oficial a abrir fogo. O governador de Illinois, JB Pritzker, exigiu uma apuração completa, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, condenou o episódio.
Críticos também relatam outros abusos: um cidadão americano teria sido atingido três vezes com taser ao ser detido junto com o pai, e ativistas denunciam agentes mascarados, sem identificação e sem uso de câmeras corporais. ICE, por sua vez, sustenta que só emprega a força “apropriada” e atribui a escalada de tensão a pessoas que, segundo a agência, resistem cada vez mais às ordens.
Lideranças locais, como o vereador Andre Vasquez, acusam a administração Trump de usar a operação para provocar caos e justificar medidas mais duras, como o envio da Guarda Nacional. Apesar das críticas, o ICE afirmou que a ação em Chicago não tem prazo para terminar.
Fonte: ABC