Americanos denunciam detenções injustas em operações migratórias do governo Trump

Cidadãos dos EUA relatam abusos, algemação e perfis raciais durante batidas de imigração

Por Lara Barth

Bandeira dos Estado Unidos

Cidadãos americanos estão entre os que afirmam ter sido detidos injustamente durante operações de imigração conduzidas pelo governo Donald Trump. Entre eles está Cary Lopez Alvarado, de 23 anos, nascida em Los Angeles, que disse ter sido algemada e mantida sob custódia por oito horas, mesmo grávida de nove meses. Ao ser liberada, correu ao hospital, já em trabalho de parto, com cortes e hematomas. Sua filha nasceu horas depois.

Lopez Alvarado afirmou que agentes insinuaram que ela era mexicana, apesar de ter mostrado ser cidadã americana. O namorado dela foi deportado para a Guatemala e não conheceu a filha.

Ao todo, oito cidadãos americanos e um residente legal abriram processos contra o governo dos EUA, alegando prisões arbitrárias e agressões. Um deles, Juan Rivas, com green card válido, disse ter sido detido e espancado em um estacionamento de Home Depot, em Los Angeles, mesmo apresentando seus documentos. Outro caso, o de Brian Gavidia, dono de uma concessionária e cidadão americano, terminou com a devolução de seus documentos após agentes verificarem sua cidadania — ele diz agora se arrepender de ter votado em Trump.

As denúncias vêm à tona em meio ao anúncio de que os EUA devem deportar quase 600 mil imigrantes até o fim de 2025, no maior ritmo em anos. Advogados alertam que uma decisão recente da Suprema Corte, que suspendeu restrições às abordagens sem suspeita razoável, aumenta o risco de cidadãos serem detidos com base apenas em raça ou ocupação.

Fonte: CBS