Agente da Patrulha de Fronteira depõe sobre "ataque com sanduíche" que o deixou coberto de mostarda

Homem de Washington é julgado por atirar um sanduíche em policial federal durante protesto contra medidas de Trump.

Por Lara Barth

Promotores não conseguem indiciar homem acusado de jogar sanduíche em agente da Patrulha de Fronteira em Washington

Um agente da Patrulha de Fronteira dos EUA testemunhou nesta terça-feira (4) em um tribunal federal que um sanduíche “explodiu sobre ele”, deixando manchas de mostarda em seu uniforme, após ser atingido durante um protesto em Washington, D.C. O incidente ocorreu no verão passado, durante manifestações contra a repressão federal e o envio da Guarda Nacional ordenados pelo presidente Donald Trump.

O acusado, Sean Dunn, foi indiciado por agressão leve a um agente federal. O caso, que rapidamente viralizou nas redes sociais, se tornou um símbolo de resistência contra as políticas de segurança de Trump na capital. Durante o julgamento, o público e até algumas testemunhas tentaram conter o riso enquanto o agente descrevia o ocorrido.

Segundo o depoimento do agente Gregory Lairmore, Dunn estava “vermelho de raiva” e gritou insultos contra os policiais antes de arremessar o sanduíche tipo “sub” em seu colete balístico. “Senti o impacto através do colete. Ele explodiu em mim. Pude sentir o cheiro de cebola e mostarda, e até ficou uma tira de cebola presa no meu rádio”, disse Lairmore, arrancando risadas do júri.

A defesa de Dunn argumenta que o gesto foi “inofensivo” e incapaz de causar qualquer ferimento, enfatizando que o protesto era uma expressão política. A advogada Julia Gatto afirmou que o sanduíche, apesar de ser arremessado “como uma bola de beisebol”, não provocou danos.

Durante o interrogatório, os advogados de defesa também questionaram a falta de provas fotográficas das supostas manchas de mostarda, apresentando apenas um vídeo publicado no Instagram que mostra o sanduíche “quase intacto”. Eles também mencionaram presentes de brincadeira que colegas deram ao agente após o incidente — um boneco em forma de sanduíche e um adesivo com os dizeres “felony footlong” (“sanduíche criminoso de um pé”).

Após a prisão, Dunn foi demitido do cargo de assistente jurídico no Departamento de Justiça, onde trabalhava na Divisão Criminal. A então procuradora-geral Pam Bondi disse em uma publicação que Dunn era “um exemplo do Deep State contra o qual lutamos”. Já a promotora federal de D.C., Jeanine Pirro, afirmou em vídeo: “Vamos apoiar a polícia até o fim. Então, enfie seu sanduíche Subway em outro lugar.”

Fonte: CBS