Novas restrições migratórias determinadas por Trump entram em vigor em 1º de janeiro
Medidas ampliam proibições de viagem e endurecem regras para vistos H-1B, priorizando salários mais altos
Novas restrições migratórias ordenadas pelo presidente Donald Trump começam a valer a partir de 1º de janeiro, impedindo a entrada nos Estados Unidos de cidadãos de sete países adicionais, segundo orientação atualizada da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) obtida pela ABC News.
Os países incluídos no novo veto são Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria. As regras valem tanto para imigrantes quanto para não imigrantes. A Casa Branca afirma que as medidas têm como objetivo a segurança nacional, enquanto defensores de imigrantes acusam o governo de mirar principalmente países africanos e de maioria muçulmana.
O governo também mantém restrições já existentes a viajantes do Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, além de limitações parciais para cidadãos da Venezuela e de Cuba.
As mudanças acontecem junto com um novo endurecimento no programa de vistos de trabalho H-1B, que permite a contratação de profissionais estrangeiros altamente qualificados. A partir desta semana, o sistema deixa de ser majoritariamente aleatório e passa a priorizar candidatos que receberão salários mais altos.
Segundo o Serviço de Cidadania e Imigração (USCIS), a mudança busca coibir abusos e incentivar empresas a contratar trabalhadores mais qualificados e melhor remunerados. Especialistas, porém, alertam que o novo modelo deve reduzir o número de aprovados e dificultar a permanência de estudantes internacionais após a graduação, podendo ampliar a chamada “fuga de cérebros”. O limite anual segue em 85 mil vistos.
Fonte: ABC