Tragédia em Minneapolis: Agente do ICE mata cidadã americana durante operação
Uma mulher de 37 anos, identificada por autoridades locais como cidadã americana, foi baleada e morta por um agente federal após, supostamente, não atender às ordens de sair de seu veículo.
O que deveria ser uma operação de rotina do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) transformou-se em uma tragédia nacional nesta quarta-feira (7). Uma mulher de 37 anos, identificada por autoridades locais como cidadã americana, foi baleada e morta por um agente federal após, supostamente, não atender às ordens de sair de seu veículo.
O incidente ocorreu em um bairro residencial onde o ICE realizava uma ofensiva migratória de larga escala, parte das novas diretrizes da administração federal para 2026. Segundo o comunicado oficial do Departamento de Segurança Interna (DHS), a motorista teria tentado usar o carro como "arma" contra os agentes, o que forçou o oficial a abrir fogo em legítima defesa.
Versões Conflitantes e Revolta Local
A versão federal, no entanto, foi duramente contestada pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e por testemunhas oculares. Relatos do local indicam que a mulher estava apenas tentando manobrar o carro para sair de uma rua bloqueada pelos agentes.
"Não estamos vendo segurança, estamos vendo o caos. As imagens sugerem um uso imprudente de poder que tirou a vida de uma pessoa que sequer era alvo da investigação", declarou o prefeito Frey em coletiva de imprensa.
O chefe da polícia de Minneapolis, Brian O'Hara, confirmou que a vítima não possuía pendências migratórias ou criminais conhecidas. O caso reacende o debate sobre os limites da autoridade federal e a segurança de cidadãos americanos em áreas de operações do ICE, especialmente em cidades que resistem à colaboração com o governo federal.