Joe Rogan critica ações do ICE e compara agência à polícia da Alemanha nazista
Influenciador pró-Trump questiona métodos da imigração após morte a tiros de moradora de Minneapolis e alerta: "Vamos virar a Gestapo?"
A morte a tiros de uma moradora de Minneapolis por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) continua gerando forte repercussão e críticas no país. Desta vez, o influenciador conservador Joe Rogan — um dos mais conhecidos apoiadores de Donald Trump — comparou a atuação do ICE à polícia da Alemanha nazista, durante o regime de Adolf Hitler.
Apresentador do podcast mais ouvido dos Estados Unidos e figura influente entre homens jovens e conservadores, Rogan afirmou compreender que Trump esteja cumprindo a promessa de campanha de endurecer a política migratória. Ainda assim, disse que os métodos adotados ultrapassam limites aceitáveis.
“Não queremos militares armados circulando pelas ruas, prendendo pessoas aleatoriamente, muitas delas cidadãos americanos que apenas não estão com documentos no momento. Vamos realmente nos transformar na Gestapo? ‘Mostre seus documentos’. É isso que está acontecendo agora?”, declarou.
A crítica chama atenção por vir de alguém que teve papel relevante na eleição de Trump em 2024. Rogan, frequentemente descrito como “o eleitor indeciso mais famoso dos EUA”, ajudou a impulsionar o republicano ao se recusar a entrevistar Kamala Harris durante a campanha.
O distanciamento do influenciador ocorre em meio a um aumento das mortes ligadas ao ICE. Dados oficiais indicam que pelo menos quatro pessoas morreram sob custódia da agência desde o início de 2026 e ao menos 30 em 2025 — o ano mais letal desde a criação do órgão, em 2003. Na última semana, o México pediu explicações formais sobre a morte de um cidadão mexicano detido na Geórgia.
Especialistas apontam que o endurecimento das ações coincide com a ampliação do orçamento do Departamento de Segurança Interna, que chegou a US$ 170 bilhões, e com diretrizes que deram ao ICE maior margem de atuação e menos restrições legais. Organizações como a Human Rights Watch denunciam uma “militarização violenta” da política migratória e pedem que o governo respeite direitos fundamentais, incluindo o direito à vida.
Enquanto isso, Trump segue defendendo a agência e chegou a ameaçar recorrer à Insurrection Act, uma lei de exceção que permitiria o uso das Forças Armadas para conter protestos e distúrbios ligados às operações de imigração.
Fonte: G1