Agentes federais envolvidos em tiroteio em Minneapolis são afastados administrativamente
Decisão contraria declaração anterior de chefe da Patrulha de Fronteira, que afirmou que agentes continuavam em atividade
Os agentes federais envolvidos no tiroteio que resultou na morte de Alex Pretti, no último sábado, em Minneapolis, foram colocados em licença administrativa, confirmou à CBS News uma autoridade federal da área de segurança pública.
Não está claro exatamente quando o afastamento ocorreu. Normalmente, o protocolo prevê que agentes federais envolvidos em disparos fatais sejam afastados temporariamente enquanto as investigações estão em andamento.
A informação, no entanto, contradiz diretamente o que havia sido declarado no fim de semana por Gregory Bovino, então responsável da Patrulha de Fronteira na região. Bovino afirmou a jornalistas que os agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) continuavam trabalhando, apenas deslocados para outra cidade por questões de segurança.
“Todos os agentes que estavam naquela cena estão trabalhando, não em Minneapolis, mas em outros locais”, disse Bovino no domingo. “Isso é para a segurança deles. Existe algo chamado doxxing, e a segurança dos nossos funcionários é muito importante para nós. Vamos mantê-los protegidos.”
Fontes disseram à CBS News na segunda-feira que Bovino foi retirado do comando das operações em Minneapolis e deve retornar ao setor de El Centro, na Califórnia, onde atuava como chefe da unidade.
Alex Pretti, de 37 anos, enfermeiro de UTI, foi morto a tiros por agentes federais de imigração durante a ofensiva conhecida como Operation Metro Surge, uma operação de repressão migratória em Minneapolis. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou em comunicado que um agente disparou “tiros defensivos”, mas vários vídeos do confronto mostram que Pretti não estava com uma arma nas mãos. A polícia informou que ele era proprietário legal de uma arma e possuía autorização para porte.
Este foi o segundo caso de morte provocada por agentes de imigração em Minneapolis neste mês. Em 7 de janeiro, uma agente do ICE matou Renee Good enquanto ela estava ao volante de seu carro, em um episódio que também foi registrado em vídeo.
Em meio ao aumento da tensão em Minnesota, o presidente Donald Trump anunciou na segunda-feira o envio do chamado “czar da fronteira”, Tom Homan, para a região das Twin Cities, enquanto Bovino deixava o cargo. O gabinete do governador Tim Walz confirmou posteriormente que Walz e Homan se reuniram e “concordaram sobre a necessidade de manter um diálogo contínuo”. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, também se encontrou com Homan para discutir os próximos passos.
Fonte: CBS