Amigo de Trump teria pedido deportação de brasileira em disputa por custódia, diz NYT

Relatório aponta que aliado do presidente acionou o ICE após prisão de ex-companheira nos EUA; governo nega favorecimento

Por Lara Barth

Amanda Ungaro foi detida por fraude no trabalho

O ex-agente de modelos Paolo Zampolli, conhecido por sua proximidade com Donald Trump, teria solicitado ajuda de autoridades de imigração dos Estados Unidos para deportar a brasileira Amanda Ungaro, em meio a uma disputa pela custódia do filho do casal. A informação foi publicada pelo New York Times.

Segundo a reportagem, Zampolli — que atua como representante especial do presidente — entrou em contato, em junho de 2025, com um alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), após a prisão de Ungaro em Miami por suspeita de fraude no trabalho. Ele teria sugerido que a ex-companheira estava em situação irregular no país e questionado a possibilidade de transferência para custódia do ICE.

De acordo com registros obtidos pelo jornal, o caso foi encaminhado ao escritório do ICE em Miami com a indicação de que envolvia alguém próximo à Casa Branca. Ungaro acabou sendo detida pela imigração antes de ser liberada sob fiança e posteriormente deportada.

Atualmente no Brasil, ela afirmou acreditar que a influência de Zampolli foi determinante para sua deportação. Já o Departamento de Segurança Interna negou qualquer interferência indevida, afirmando que a brasileira foi removida por estar com o visto vencido e responder a acusações de fraude.

Zampolli também negou ter solicitado a deportação, alegando que apenas buscou informações sobre o caso.

A reportagem também relembra as conexões de Zampolli com figuras como Trump — a quem teria apresentado Melania nos anos 1990 — e o financista Jeffrey Epstein. O nome do ex-agente aparece em documentos relacionados a Epstein, embora ele negue envolvimento em atividades ilegais.

Fonte: G1