Criança imigrante teria sofrido abuso sexual sob custódia federal nos EUA, diz família
Menina de 3 anos passou cinco meses detida e caso levanta críticas à política migratória e à proteção de menores
Uma família de imigrantes denuncia que uma menina de apenas 3 anos teria sido vítima de abuso sexual enquanto estava sob custódia do governo dos Estados Unidos. O caso veio à tona após o pai da criança, residente permanente legal, recorrer à Justiça depois de cinco meses tentando, sem sucesso, a liberação da filha.
A criança havia cruzado a fronteira com a mãe em setembro do ano passado e foi separada dela pelas autoridades. Encaminhada a um lar adotivo no Texas, permaneceu no local enquanto o pai enfrentava entraves burocráticos para conseguir a reunificação.
Segundo documentos judiciais, durante esse período, a menina relatou ter sido abusada por uma criança mais velha no abrigo. O caso foi descoberto após uma cuidadora notar sinais físicos e ouvir o relato da própria vítima, que mencionou episódios repetidos de violência.
Inicialmente, o pai foi informado apenas de que havia ocorrido um “acidente”, sem detalhes. A criança passou por exames forenses, e o suposto agressor foi retirado do programa. O caso foi encaminhado às autoridades locais, mas os órgãos federais responsáveis não comentaram publicamente.
Advogados afirmam que a demora na liberação contribuiu para a situação. Dados indicam que o tempo médio de detenção de crianças imigrantes subiu de 37 dias, em 2025, para quase 200 dias neste ano, após mudanças nas políticas migratórias.
Após uma ação de habeas corpus, a menina foi liberada e hoje vive com o pai em Chicago. No entanto, segundo ele, a filha apresenta sinais de trauma, como pesadelos e ansiedade.
O caso gerou uma ação judicial contra o governo federal e reacende o debate sobre as condições de detenção e a proteção de crianças imigrantes nos Estados Unidos.
Fonte: ABC