Suspeito pode pegar até 20 anos de prisão por atropelar agente federal durante abordagem na Califórnia
Homem teria usado carro como arma ao tentar fugir de prisão; defesa contesta versão e questiona ação de agentes
Um homem de 36 anos enfrenta acusações federais nos Estados Unidos após supostamente usar um veículo para atingir agentes durante uma tentativa de prisão em Patterson, na Califórnia. Carlos Ivan Mendoza Hernandez foi denunciado por agressão a um agente federal com uso de arma letal — no caso, o próprio carro.
Segundo promotores, o incidente ocorreu na manhã de 7 de abril, quando agentes federais tentavam localizá-lo. Após ser abordado próximo a uma entrada da rodovia Interestadual 5, Mendoza teria inicialmente parado o veículo, mas não obedeceu às ordens para desligar o carro e sair.
De acordo com as autoridades, ele acelerou e atingiu um dos agentes, depois engatou a marcha à ré e colidiu com uma viatura. Em seguida, teria avançado novamente em direção a outros policiais, que precisaram se esquivar. Durante a ação, agentes abriram fogo contra o veículo, atingindo o suspeito.
Mendoza foi socorrido, passou por cirurgias e, após receber alta hospitalar, foi preso pelo FBI no dia 13 de abril. Se condenado, ele pode pegar até 20 anos de prisão e multa de US$ 250 mil.
O Departamento de Segurança Interna afirmou que os disparos foram feitos em legítima defesa, alegando que o suspeito tentou atropelar os agentes. Já a defesa contesta essa versão e afirma que Mendoza estava desarmado e tentou fugir após os tiros.
O advogado também questiona a condução do caso, afirmando que o cliente foi liberado do hospital diretamente para a custódia do FBI sem aviso à família ou à equipe jurídica. Ele acrescenta que Mendoza, que possui cidadania de El Salvador e México, nega envolvimento com gangues e já foi absolvido de uma acusação de homicídio em seu país de origem.
Imagens de câmera veicular divulgadas pela imprensa mostram o momento em que o carro se move durante a abordagem, mas não deixam claro quando os disparos ocorreram.
O caso ocorre em meio ao aumento das ações de fiscalização migratória nos Estados Unidos, que têm gerado questionamentos sobre o uso da força por agentes federais.
Fonte: ABC/AP