Prisões do ICE caem quase 12% após mortes em Minneapolis e mudanças na política migratória

Redução ocorre após críticas às ações de agentes e troca de liderança; dados indicam variações regionais e alto número de detidos sem antecedentes criminais

Por Lara Barth

Duas mortes foram semana passada.

As prisões realizadas pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) caíram cerca de 12% nas semanas seguintes a episódios controversos envolvendo agentes federais e mudanças na condução da política migratória do governo Trump.

A queda ocorre após a morte de Renee Good e Alex Pretti, em Minneapolis, no fim de janeiro, durante ações de agentes de imigração. O caso gerou críticas sobre as táticas utilizadas e levou a alterações na liderança da área.

Dados do projeto Deportation Data Project, da Universidade da Califórnia em Berkeley, mostram que as prisões haviam atingido quase 40 mil em dezembro de 2025, mantendo níveis elevados também em janeiro. No entanto, após 4 de fevereiro — quando foi anunciada a redução da atuação de agentes em Minnesota — a média semanal caiu de 8.347 para 7.369 detenções em todo o país.

Apesar da queda geral, houve aumento significativo em alguns estados, como Kentucky, Indiana, Carolina do Norte e Flórida. Em Kentucky, por exemplo, as prisões semanais mais que dobraram, chegando a 86 no início de março.

Outro ponto destacado é o perfil dos detidos. Cerca de 46% das pessoas presas nas cinco semanas anteriores a 4 de fevereiro não tinham acusações ou condenações criminais. Esse número caiu para 41% nas semanas seguintes, embora em alguns estados tenha continuado a crescer.

O governo Trump afirma que prioriza a detenção de imigrantes com histórico criminal grave. No entanto, segundo a Associated Press, muitos dos criminosos mais perigosos já estavam sob custódia, enquanto parte significativa dos novos detidos não possui antecedentes.

Fonte: Fox