Um imigrante da Geórgia morreu sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), tornando-se a 50ª pessoa a morrer em centros de detenção da agência desde o início do segundo mandato do presidente Donald Trump. O caso intensifica o debate sobre as condições enfrentadas por imigrantes detidos durante a atual ofensiva migratória do governo.
Mamuka Artmeladze, de 43 anos, morreu no dia 4 de junho no Winn Correctional Center, na Louisiana, segundo comunicado enviado pelo ICE ao Congresso americano.
De acordo com a agência, Artmeladze foi encontrado desacordado dentro da unidade e levado para um centro médico local. Apesar das tentativas de reanimação, ele foi declarado morto às 23h22 por um médico do Winn Parish Medical Center.
“O motivo oficial da morte ainda aguarda o resultado da autópsia”, informou o ICE.
A agência afirmou que o imigrante havia sido detido em fevereiro, em Nova Orleans, durante uma operação voltada a motoristas de veículos comerciais considerados riscos à segurança pública. Segundo o ICE, autoridades concluíram que ele não possuía status legal para permanecer nos Estados Unidos.
O aumento no número de mortes sob custódia do ICE vem gerando crescente preocupação entre parlamentares e organizações de defesa dos direitos dos imigrantes, que questionam as condições nos centros de detenção durante o endurecimento das políticas migratórias do governo Trump.
Uma análise da ABC News, baseada em dados do ICE e relatórios enviados ao Congresso, aponta que os primeiros 14 meses do segundo mandato de Trump representam o período mais letal do sistema federal de detenção nos últimos anos — com exceção de 2020, quando a pandemia de Covid-19 impactou diretamente o número de mortes em custódia.
Na semana passada, o ICE também encerrou uma política criada durante o governo Biden que obrigava a agência a reportar mortes de ex-detentos ocorridas até 30 dias após a liberação da custódia federal.
A medida anterior determinava que todas as fatalidades envolvendo detentos fossem analisadas e divulgadas, inclusive aquelas registradas até um mês após a soltura.
Fonte: ABC

