ICE deixará de divulgar mortes de imigrantes após liberação da custódia
Governo Trump revoga política criada na gestão Biden e diz que mudança é "bom senso"
O governo dos Estados Unidos anunciou que o ICE (Immigration and Customs Enforcement) deixará de divulgar mortes de imigrantes que ocorram até 30 dias após a liberação da custódia federal.
A mudança revoga uma política criada durante o governo Biden, que obrigava a agência a revisar e reportar todas as mortes de detentos, incluindo casos ocorridos após a saída do sistema de detenção.
Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a decisão faz parte de uma atualização de política considerada “de bom senso”.
“Quando um indivíduo não está mais sob custódia do ICE, a agência não será mais responsável por monitorar ou revisar mortes que possam ocorrer”, afirmou um porta-voz do DHS à ABC News. “O ICE não é responsável quando alguém morre semanas após deixar sua custódia.”
A decisão ocorre em meio ao aumento das críticas de parlamentares e organizações de defesa dos imigrantes sobre o crescimento do número de mortes dentro do sistema federal de detenção.
De acordo com parlamentares americanos, 49 pessoas morreram sob custódia do ICE desde o início do segundo governo Trump.
Uma análise da ABC News baseada em dados oficiais do ICE aponta que os primeiros 14 meses da nova gestão Trump representam o período mais letal do sistema federal de detenção nos últimos anos — com exceção de 2020, quando a pandemia de Covid-19 elevou os números.
Apesar da mudança, o DHS afirmou que o ICE “continua comprometido com a transparência” em relação às mortes ocorridas dentro da custódia da agência.
Fonte: ABC