Trump defende controle rígido de vistos para a Copa do Mundo: "Garantir que as pessoas certas entrem"

Presidente dos EUA rebate críticas da ONU e afirma que reforço na fiscalização migratória é necessário durante o Mundial de 2026.

Por Lara Barth

A medida faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump de combate a organizações criminosas transnacionais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira (10) as medidas de controle migratório adotadas pelo governo para a Copa do Mundo de 2026. Ao sancionar uma lei que destina US$ 70 bilhões ao fortalecimento da fiscalização de fronteiras e operações de deportação, Trump respondeu às críticas sobre possíveis impactos nas viagens de torcedores e delegações internacionais.

“Estamos trabalhando para garantir que as pessoas certas entrem”, afirmou o presidente.

A declaração ocorre após manifestações da Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu ao governo norte-americano que reavalie políticas migratórias consideradas excessivamente restritivas durante o período do torneio.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, criticou relatos de dificuldades enfrentadas por estrangeiros para entrar nos Estados Unidos, incluindo torcedores, dirigentes esportivos e até um árbitro escalado para a competição.

Nas últimas semanas, episódios envolvendo seleções e representantes esportivos ganharam repercussão internacional. A delegação do Senegal passou por inspeções de segurança rigorosas, enquanto a seleção da Bélgica também foi submetida a revistas detalhadas na chegada ao país.

Outro caso que chamou atenção foi o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada nos Estados Unidos negada, apesar de possuir visto válido, segundo a Federação de Futebol da Somália.

Além disso, o governo ampliou restrições de vistos para dezenas de países e passou a exigir depósitos de garantia que podem chegar a US$ 15 mil para cidadãos de nações consideradas de risco migratório.

Enquanto isso, no México — que também sediará partidas da Copa de 2026 — algumas seleções foram recebidas com eventos festivos, música e apresentações culturais, destacando o contraste entre as abordagens adotadas pelos países anfitriões.

Fonte: G1