Mais de 1,3 milhão de pessoas receberam Green Card nos EUA em 2025; mexicanos lideram lista
Novo relatório do governo americano mostra que reunificação familiar continua sendo a principal porta de entrada para a residência permanente nos Estados Unidos
Mais de 1,32 milhão de pessoas obtiveram o Green Card — documento que garante residência permanente nos Estados Unidos — durante o ano fiscal de 2025, segundo dados divulgados pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS).
O relatório, publicado pelo Escritório de Estatísticas de Segurança Interna, abrange o período entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 e mostra que o México permaneceu como o principal país de origem dos novos residentes permanentes, enquanto a imigração baseada em laços familiares continuou sendo a principal via de obtenção do documento.
Os números refletem aprovações ocorridas no fim do governo Biden e nos primeiros meses do segundo mandato do presidente Donald Trump, antes da implementação de parte das mudanças mais recentes na política migratória.
Países com maior número de novos Green Cards
Ao todo, 1.320.080 pessoas receberam residência permanente nos EUA em 2025.
Os dez principais países de origem foram:
- México: 195.760
- Cuba: 84.820
- China: 65.670
- Índia: 62.730
- República Dominicana: 60.700
- Filipinas: 58.620
- Afeganistão: 47.760
- El Salvador: 33.950
- Colômbia: 31.210
- Vietnã: 31.080
Reunificação familiar continua liderando
A principal forma de obtenção do Green Card foi por meio de parentesco com cidadãos americanos.
Segundo o relatório:
- 684.530 Green Cards foram concedidos a parentes imediatos de cidadãos dos EUA, como cônjuges, filhos menores de 21 anos e pais;
- 196.740 foram destinados a outras categorias de imigração familiar, incluindo filhos adultos e irmãos de cidadãos americanos e familiares de residentes permanentes;
- 159.070 foram emitidos por motivos de emprego.
Além disso:
- 116.470 refugiados passaram a residentes permanentes;
- 60.390 pessoas que receberam asilo obtiveram o Green Card;
- 52.470 documentos foram concedidos por meio da Loteria de Vistos (Diversity Visa).
O relatório também aponta que 29.410 Green Cards foram destinados a cidadãos do Iraque e do Afeganistão que trabalharam para o governo americano e seus familiares.
Mudanças nas regras durante o governo Trump
Desde janeiro de 2025, a administração Trump anunciou uma série de mudanças para ampliar a análise dos pedidos de residência permanente e restringir algumas formas de imigração legal.
Em maio, o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) publicou novas diretrizes determinando que os agentes utilizem critérios mais amplos na avaliação dos pedidos de ajuste de status — processo que permite a determinados imigrantes solicitar o Green Card sem sair do país.
Segundo o governo, a residência permanente é um benefício concedido de forma discricionária, e não um direito automático.
As mudanças receberam críticas de advogados especializados em imigração e organizações de defesa dos imigrantes, que afirmam que as novas regras podem aumentar o número de negativas e tornar o processo mais rigoroso.
Decisões judiciais também impactam a imigração
Parte das medidas do governo Trump foi contestada na Justiça.
Um juiz federal de Rhode Island anulou uma política que suspendia temporariamente a análise de pedidos de Green Card e outros benefícios migratórios para candidatos de 39 países, concluindo que o USCIS ultrapassou sua autoridade legal.
Por outro lado, em junho, a Suprema Corte dos Estados Unidos ampliou a autoridade das autoridades migratórias sobre alguns residentes permanentes que retornam de viagens internacionais.
A decisão permite que agentes de imigração tenham maior margem para negar a reentrada de determinados portadores de Green Card acusados de crimes que possam resultar em deportação, embora a medida se aplique apenas a situações específicas previstas na legislação federal.
Fonte: Newsweek