Prisões em centros do ICE atingem maior nível desde o retorno de Trump à Casa Branca
Mais de 43 mil pessoas foram levadas à detenção migratória em junho, enquanto cresce o número de imigrantes sem antecedentes criminais sob custódia.
Mais de 43 mil pessoas foram encaminhadas para centros de detenção do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) em junho, o maior total mensal desde o início da atual ofensiva migratória do presidente Donald Trump, segundo novos dados da agência.
O aumento ocorre após a Casa Branca intensificar a pressão para ampliar as prisões de imigrantes. Em junho, a média foi de 1.438 detenções por dia, enquanto nos primeiros 11 dias de julho esse número subiu para 1.593 por dia. O Departamento de Segurança Interna (DHS) afirma que o ICE não trabalha com metas de prisões.
O número médio de pessoas detidas também voltou a crescer. Em junho, cerca de 59,4 mil imigrantes estavam sob custódia do ICE diariamente. Nos primeiros dias de julho, esse total ultrapassou 65,6 mil detidos.
Os dados mostram ainda que o crescimento mais acelerado ocorreu entre imigrantes sem antecedentes criminais. Entre junho e os primeiros dias de julho, esse grupo aumentou cerca de 20%, passando de quase 22 mil para mais de 26 mil pessoas.
Segundo os números mais recentes, 29% dos detidos possuem condenações criminais, enquanto 31% respondem a processos criminais pendentes. Os demais não têm condenações registradas.
Mesmo após as recentes mortes de dois imigrantes durante operações do ICE no Texas e no Maine, o governo Trump afirma que a fiscalização continuará. O czar da fronteira, Tom Homan, declarou que os agentes permanecerão nas ruas e defendeu que a maioria das pessoas presas em ações migratórias possui histórico criminal. Entretanto, os próprios dados do ICE indicam que o grupo de imigrantes sem antecedentes é o que mais cresce atualmente nos centros de detenção.
Fonte: CBS