EUA endurecem combate ao "turismo de nascimento" e ameaçam restringir vistos

Secretário de Estado Marco Rubio anunciou medidas contra pessoas e empresas que facilitam viagens de estrangeiras aos EUA para dar à luz com o objetivo de obter cidadania para os filhos.

Por Lara Barth

Imagem genérica de bebê

O governo de Donald Trump ampliou a ofensiva contra o chamado “turismo de nascimento”, prática em que mulheres estrangeiras viajam aos Estados Unidos principalmente para dar à luz e obter cidadania americana para os filhos. Desde agosto, o governo determinou novas medidas para combater esse tipo de viagem.
Nesta semana, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou uma política que prevê restrições de vistos para pessoas que participem, tenham participado ou facilitem esse tipo de atividade. O alvo inclui proprietários e administradores de redes comerciais, intermediários que orientem candidatos a cometer fraude em pedidos de visto e profissionais de saúde que conscientemente facilitem essas viagens.
O Departamento de Estado já considera o turismo de nascimento uma finalidade não permitida para vistos de visitante. Segundo a pasta, estrangeiros não podem utilizar esse tipo de visto quando o objetivo principal da viagem é dar à luz nos EUA para obter cidadania para a criança.
A ofensiva também já resultou na revogação de mais de 600 vistos, segundo Rubio. O governo afirma ter identificado redes que orientariam estrangeiros a fraudar o sistema de imigração.
A medida provocou críticas de parlamentares democratas, que acusam o governo de tentar alterar as regras de cidadania previstas na Constituição. Republicanos, por outro lado, defendem ações contra empresas que lucram com esse tipo de serviço.
O tema ganhou força após Trump assinar, em agosto, uma ordem executiva voltada ao fim do turismo de nascimento e à restrição da cidadania por nascimento em determinadas circunstâncias. A política enfrenta questionamentos judiciais.

Fonte: KRCR