Imigrantes da Ucrânia e do Sudão mantêm proteção contra deportação nos EUA, por enquanto
Departamento de Segurança Interna adiou uma decisão definitiva sobre o Status de Proteção Temporária (TPS), que estava previsto para terminar. Beneficiários poderão continuar vivendo e trabalhando no país enquanto aguardam novos anúncios do governo.
Imigrantes da Ucrânia e do Sudão inscritos no programa de Status de Proteção Temporária (TPS) poderão continuar vivendo e trabalhando nos Estados Unidos sem risco de deportação por enquanto. A informação foi confirmada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) à CBS News no domingo (18), um dia antes do término previsto das proteções.
Em comunicados, o departamento afirmou que as decisões finais sobre o futuro dos programas humanitários serão anunciadas no momento apropriado. Até lá, os cidadãos dos dois países que já possuem TPS continuarão protegidos.
A decisão contrasta com a política migratória mais ampla do governo de Donald Trump, que tem criticado o programa, classificando-o como uma forma de anistia disfarçada e alegando que suas extensões incentivam a imigração irregular.
Governo já encerrou proteções de mais de 1 milhão de imigrantes
Nos últimos 18 meses, a administração Trump revogou proteções do TPS para mais de 1 milhão de imigrantes de mais de uma dezena de países, incluindo Afeganistão, Haiti e Venezuela.
Os programas para ucranianos e sudaneses estão entre os poucos que continuam em vigor durante o segundo mandato de Trump. As proteções para milhares de salvadorenhos também foram mantidas enquanto o governo aguarda uma decisão definitiva, apesar de o prazo anterior ter terminado no mês passado.
Criado pelo Congresso americano em 1990, o TPS permite que o governo conceda proteção temporária contra deportação e autorização de trabalho a pessoas de países afetados por conflitos armados, desastres ambientais ou outras crises que tornem inseguro o retorno.
Mais de 100 mil ucranianos tinham proteção
O programa para cidadãos da Ucrânia foi anunciado pelo governo de Joe Biden na primavera de 2022, pouco depois da invasão em larga escala do país pela Rússia. Em março de 2025, mais de 100 mil ucranianos estavam inscritos no TPS, incluindo pessoas que entraram nos Estados Unidos por meio de um programa de patrocínio criado durante a administração Biden.
Já a proteção para cidadãos do Sudão existe desde o fim da década de 1990 e foi renovada por diferentes governos em razão dos conflitos armados e da instabilidade política no país africano. Em março de 2025, aproximadamente 1.800 sudaneses tinham o benefício.
Por enquanto, os beneficiários dos dois programas poderão permanecer nos Estados Unidos sob a proteção vigente, mas o futuro dessas medidas depende dos próximos anúncios do Departamento de Segurança Interna.
Fonte: ABC