Agente do ICE é indiciado por crime grave no Texas após atropelar homem durante perseguição
Promotor afirma que Mario Alberto Morales atingiu Miguel Parra-Hernandez com uma viatura em 10 de outubro. A vítima sofreu uma fratura na perna; se condenado, o agente pode pegar até 20 anos de prisão.
Um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) foi indiciado por agressão agravada com uso de arma mortal após atropelar um homem durante uma operação no Texas. O anúncio foi feito na sexta-feira pelo promotor do condado de Harris, Sean Teare.
O agente Mario Alberto Morales foi acusado formalmente por um grande júri. Se condenado, poderá receber uma pena de dois a 20 anos de prisão.
Segundo Teare, Morales atingiu Miguel Parra-Hernandez, cidadão mexicano que vive no Texas há mais de 30 anos sem documentação migratória. O promotor afirmou que o homem não possui antecedentes criminais nem tinha uma ordem de deportação contra ele.
Vídeo mostra momento do atropelamento
O episódio aconteceu em 10 de outubro, durante uma perseguição a um veículo dirigido por Parra-Hernandez. De acordo com o promotor, o motorista e outra pessoa abandonaram o carro e tentaram fugir a pé.
Durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira, Teare apresentou imagens que, segundo ele, foram gravadas pela câmera corporal de Morales. O vídeo mostra o momento em que o agente atinge Parra-Hernandez com uma Jeep Grand Cherokee 2025.
Após o impacto, o homem aparece no chão, gemendo de dor. Ele sofreu uma fratura na perna.
Nas imagens, o agente pode ser ouvido dizendo a outra pessoa: “Eu estava chegando e o atingi com o carro”.
Logo após o incidente, um porta-voz do ICE havia afirmado à emissora CBS News que Parra-Hernandez correu para a frente do veículo policial.
Promotor questiona justificativa da operação
Teare também contestou a informação divulgada pelo ICE de que os agentes perseguiam um homem chamado Jose Mendoza-Cervantes, descrito pela agência como um imigrante mexicano em situação irregular.
Segundo o promotor, Mendoza-Cervantes aparentemente morreu há nove anos, levantando questionamentos sobre a identificação do alvo da operação.
O caso agora seguirá na Justiça, onde as circunstâncias do atropelamento e a responsabilidade do agente serão examinadas.
Fonte: CBS