ICE registra recorde de deportações em setembro, afirma czar da fronteira dos EUA
Tom Homan também fez um alerta a Nova York sobre a cooperação com agentes federais e comentou o vazamento de dados de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna.
O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) deportou mais imigrantes em situação irregular em setembro do que em qualquer outro mês de sua história, segundo afirmou nesta quinta-feira (29) o czar da fronteira do governo Donald Trump, Tom Homan.
A declaração foi feita durante uma visita ao Porto de Miami, na Flórida, onde Homan apresentou os resultados das ações de segurança nas fronteiras promovidas pela atual administração. Ao lado do comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Rodney S. Scott, ele afirmou que o ICE também bateu recordes mensais de prisões entre junho e agosto.
Homan atribuiu parte da queda nos índices de criminalidade nos Estados Unidos às operações de imigração. Segundo ele, centenas de milhares de imigrantes com antecedentes criminais foram retirados do país, o que, em sua avaliação, contribuiu para tornar as comunidades mais seguras.
Questionado sobre os números do ano fiscal de 2026, Homan afirmou que os dados ainda estavam sendo validados e que seriam divulgados em breve pela Casa Branca.
Recado a Nova York
Durante a entrevista, Homan também criticou a decisão de Nova York de limitar a cooperação entre as polícias locais e o ICE. No início deste ano, a governadora Kathy Hochul sancionou uma lei que proíbe departamentos policiais locais de colaborar com agentes federais de imigração em determinadas situações.
Homan defendeu que autoridades locais permitam que agentes do ICE realizem prisões de imigrantes em situação irregular dentro de cadeias e presídios, enquanto os suspeitos ainda estão sob custódia.
Ele afirmou que, quando essa colaboração não acontece, os agentes federais precisam procurar os alvos diretamente nos bairros. Segundo Homan, essas operações podem envolver outras pessoas que estejam no país irregularmente, mesmo que não sejam o alvo inicial da investigação.
Vazamento de dados do DHS
O czar da fronteira também comentou o vazamento de informações de mais de 40 mil funcionários do Departamento de Segurança Interna (DHS), divulgado na quarta-feira pelo site Distributed Denial of Secrets.
Homan afirmou que o Departamento de Justiça está investigando o caso e aproveitou para destacar o que descreveu como o aumento das ameaças e agressões contra agentes de imigração.
Ele ressaltou que os funcionários do ICE também têm famílias e enfrentam uma rotina de trabalho difícil e perigosa.
CBP afirma que fronteira está mais segura
Na mesma coletiva, o comissário Rodney S. Scott declarou que os Estados Unidos alcançaram o que considera a fronteira mais segura da história do país durante o governo Trump.
Segundo Scott, a Patrulha da Fronteira não libera imigrantes em situação irregular para entrar nos Estados Unidos há quase 18 meses consecutivos.
Fonte: NY Post