O IPCC e o aquecimento global - Pense Green
Certas empresas, governos e grupos de cientistas céticos das mudanças climáticas questionam os relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), mas, devemos considerar que as informações publicadas por esse organismo são baseadas em cálculos e estimativas cada vez mais reais no nosso cotidiano.
Para quem não conhece, o IPCC é um organismo intergovernamental criado com o apoio da ONU e de seus países membros, em 1988, com a participação de outros dois organismos, a UNEP (Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas) e a OMM (Organização Meteorológica Mundial).
Os relatórios do IPCC são considerados como os principais estudos a respeito das mudanças climáticas no planeta Terra e servem de base para os trabalhos da UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), cujo objetivo final é estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera em um nível que impeça a geração de futuros eventos danosos.
Desde 2007, o IPCC não publicava um novo relatório alarmante. Porém, no último mês de março de 2014, cientistas do organismo publicaram o segundo capítulo de um novo relatório referente ao clima de nosso planeta e concluíram que as previsões sobre a ocorrência de danos futuros interdependentes a eventos naturais extremos são altamente confiáveis. Esses mesmos eventos podem ocorrer em diferentes partes da Terra na segunda metade do século XXI.
Segundo os cientistas, mesmo que as principais economias consigam cortar boa parte das emissões de gases de efeitos estufa nos próximos anos, esses danos climáticos ocorrerão. O segundo capítulo publicado foi intitulado de “Sumário para os Formuladores de Políticas”, e ainda afirma que as populações mais pobres, principalmente as situadas em países tropicais, serão mais atingidas por danos ambientais, como seca, inundação e insegurança alimentar - sendo aconselhável aos países tropicais,como o Brasil, planejamentos de adaptação de culturas agrícolas e manejo florestal.
Esse novo documento visa auxiliar governos para a criação de uma nova política internacional para a redução de emissões de gases de efeito estufa e de um programa mais efetivo contra o aquecimento global. Apesar dos céticos não acreditarem na existência do aquecimento global, boa parte de quem acredita em sua existência esquece que ele existe e, principalmente, esquece de suas consequências pela falta de compreensão e educação ambiental também percebida entre os próprios líderes governamentais e de grandes grupos econômicos. Mas, mesmo sem o conhecimento ambiental, eles sabem e devem saber que sem a natureza não existe nenhum tipo de economia ou produto transformado.
