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Morre bebê britânico que foi alvo de batalha judicial
Depois de cinco dias sem os aparelhos para respiração artificial que o mantinham vivo, o bebê britânico Alfie Evans, de 23 meses, morreu neste sábado, 28. Com o aval da Justiça britânica, o Hospital Alder Hey, de Liverpool, desconectou o suporte vital do menino na segunda-feira, 23. As informações são do Daily News. Alfie sofria de uma doença degenerativa e seus pais travaram uma longa batalha judicial na justiça britânica para conseguir, em vão, prolongar seu tratamento contra a opinião dos médicos. O caso mobilizou até o papa Francisco e o governo italiano, que apoiaram levar o menino à Itália, depois que os médicos britânicos decidiram interromper o tratamento, alegando que o sofrimento da criança estava sendo prolongado em vão. Roma chegou a conceder a nacionalidade italiana a Alfie, com a esperança de facilitar sua transferência a um hospital do país. No entanto, na quarta-feira, 25, a Justiça britânica negou um recurso para transferir o bebê à Itália. O juiz Andrew McFarlane, da Alta Corte de Londres, determinou que as apelações apresentadas separadamente pelo pai e pela mãe do bebê, Kate James, "deveriam ser rechaçadas". Alfie Evans sofria de uma rara doença neurológica e estava hospitalizado desde dezembro de 2016. Depois de quase um ano e meio de tratamento, os médicos consideravam que não havia mais esperanças para a criança se recuperar. O papa Francisco se envolveu pessoalmente, depois dos apelos dos pais da criança e recebeu Thomas Evans em uma audiência privada e fez vários telefonemas pedindo que Alfie fosse mantido vivo. "O meu gladiador ganhou seu escudo e suas asas às 2h30 (hora local). Absolutamente desconsolados" disse o pai de Alfie, Tom Evans, em mensagem no Facebook. "Queremos expressar nossa sincera simpatia e nossas condolências à família de Alfie", reagiu o hospital Alder Hey através de um comunicado neste sábado. Muitas pessoas se reuniram diante do local nos últimos dias para prestar apoio aos pais do bebê. "Tem sido uma jornada devastadora para eles e pedimos que sua privacidade seja respeitada". Após a retirada do suporte vital, o menino continuou vivo, o que, segundo o pai, provava que o seu estado de saúde "era significativamente melhor". Caso semelhante Também na Inglaterra, em julho de 2017, o bebê Charlie Gard, de 11 meses de idade, cuja curta vida ficou conhecida em todo o mundo, morreu um dia após ser transferido para uma clínica hospitalar onde teve os aparelhos desligados. Charlie foi o centro de uma discussão porque sofria de uma condição genética rara e vivia ligado aos aparelhos. Seus pais, Connie Yates e Chris Gard, lutaram em uma batalha legal para levar o filho doente para tratar nos EUA, opção negada pelos juízes. Saiba mais sobre a história em Morre na Inglaterra bebê alvo de disputa judicial entre hospital e a família
