Motivo que fez adolescente fugir de casa permanece com pouca explicação

Por Marisa Arruda Barbosa

site2

Depois que milhares leram a compartilharam a notícia do desaparecimento da filha de brasileiros Stephanie Ribeiro, dada pelo GAZETA, a jovem de 16 anos voltou para casa “sã e salva”, conforme amigos da família. Agora sua mãe, Vera Ribeiro diz que os motivos da fuga de sua filha ainda não podem ser revelados.

“Um investigador ainda virá em casa para conversar com ela, pois até o momento ela ainda não falou por que fugiu”, explica Vera. “Só depois disso poderei falar”.

De acordo com a mãe, a matéria foi publicada no “Facebook” por volta de 5pm do dia 12 e às 10pm sua filha telefonou para o pai, que vive na Filadélfia, mas estava na Flórida em função do desaparecimento.

“Ela me ligou e pediu que a buscasse em um parque na Palmetto Road”, disse Dilson Ribeiro, que veio para a Flórida no dia 10, três dias depois que a filha desapareceu. “Eu não perguntei nada, simplesmente dei apoio a minha filha naquele momento”.

Segundo o pai de Stephanie, ele e Vera estão separados desde 2002. Sua filha vive com a mãe e o padrasto e a fuga foi desencadeada por um desentendimento em casa.

“Eu fui à casa de cada amigo dela e não a encontrava. Isso só me dava mais desespero”, disse o pai por telefone, no caminho para o aeroporto para deixar a Flórida. “O que posso dizer é que ela nunca apresentou problemas de comportamento”.

Fuga Stephanie saiu de casa na manhã do dia 7, quarta-feira, para pegar o ônibus escolar. Tudo indica que em vez de pegar o ônibus ela pegou uma carona e desapareceu. “Isso nunca aconteceu antes”, disse sua mãe ao GAZETA, na tarde do dia 12.

Vera e a filha vivem em West Boca Raton e Stephanie frequenta o segundo ano do ensino médio no West Boca High School. A escola verificou todas as câmeras de segurança e não encontrou indícios de que a jovem tenha ido à escola naquele dia. Nenhuma das crianças que geralmente andam até o ônibus junto com Stephanie a viu ou notou se ela entrou em algum carro na manhã do dia 7.

O adolescente e a fuga Embora os motivos para a fuga de Stephanie não estejam claros, a psicóloga brasileira Karina Lapa explica que a estatística dos adolescentes que fogem é alta. Leitores do GAZETA, principalmente mães, ficaram comovidos com a história e preocupados com a situação de seus próprios filhos.

“Adolescentes fogem de casa por uma série de razões. Muitas vezes porque eles acham que não tem saída e tem que escapar de algo que está acontecendo ou pode vir a acontecer”, explica a psicóloga. “No entanto, é importante lembrar que um adolescente que fugiu de casa não é necessariamente um mau filho, ou filha, tampouco uma má pessoa. Ele simplesmente fez uma má escolha. Escolheu fugir ao invés de encarar qualquer que fosse o problema que estava atravessando. A esse adolescente faltou capacidade de resolver problemas, de gerenciar conflitos, e de se comunicar efetivamente”. Um artigo sobre o assunto, escrito pela psicóloga, pode ser lido na página 51.