Motivo que fez adolescente fugir de casa permanece com pouca explicação
“Um investigador ainda virá em casa para conversar com ela, pois até o momento ela ainda não falou por que fugiu”, explica Vera. “Só depois disso poderei falar”.
De acordo com a mãe, a matéria foi publicada no “Facebook” por volta de 5pm do dia 12 e às 10pm sua filha telefonou para o pai, que vive na Filadélfia, mas estava na Flórida em função do desaparecimento.
“Ela me ligou e pediu que a buscasse em um parque na Palmetto Road”, disse Dilson Ribeiro, que veio para a Flórida no dia 10, três dias depois que a filha desapareceu. “Eu não perguntei nada, simplesmente dei apoio a minha filha naquele momento”.
Segundo o pai de Stephanie, ele e Vera estão separados desde 2002. Sua filha vive com a mãe e o padrasto e a fuga foi desencadeada por um desentendimento em casa.
“Eu fui à casa de cada amigo dela e não a encontrava. Isso só me dava mais desespero”, disse o pai por telefone, no caminho para o aeroporto para deixar a Flórida. “O que posso dizer é que ela nunca apresentou problemas de comportamento”.
Fuga Stephanie saiu de casa na manhã do dia 7, quarta-feira, para pegar o ônibus escolar. Tudo indica que em vez de pegar o ônibus ela pegou uma carona e desapareceu. “Isso nunca aconteceu antes”, disse sua mãe ao GAZETA, na tarde do dia 12.
Vera e a filha vivem em West Boca Raton e Stephanie frequenta o segundo ano do ensino médio no West Boca High School. A escola verificou todas as câmeras de segurança e não encontrou indícios de que a jovem tenha ido à escola naquele dia. Nenhuma das crianças que geralmente andam até o ônibus junto com Stephanie a viu ou notou se ela entrou em algum carro na manhã do dia 7.
O adolescente e a fuga Embora os motivos para a fuga de Stephanie não estejam claros, a psicóloga brasileira Karina Lapa explica que a estatística dos adolescentes que fogem é alta. Leitores do GAZETA, principalmente mães, ficaram comovidos com a história e preocupados com a situação de seus próprios filhos.
“Adolescentes fogem de casa por uma série de razões. Muitas vezes porque eles acham que não tem saída e tem que escapar de algo que está acontecendo ou pode vir a acontecer”, explica a psicóloga. “No entanto, é importante lembrar que um adolescente que fugiu de casa não é necessariamente um mau filho, ou filha, tampouco uma má pessoa. Ele simplesmente fez uma má escolha. Escolheu fugir ao invés de encarar qualquer que fosse o problema que estava atravessando. A esse adolescente faltou capacidade de resolver problemas, de gerenciar conflitos, e de se comunicar efetivamente”. Um artigo sobre o assunto, escrito pela psicóloga, pode ser lido na página 51.
