EUA ampliam cancelamento de vistos de autoridades brasileiras ligadas ao governo e Judiciário
Trump endurece sanções contra ministros do STF, membros do governo Lula e familiares
O governo de Donald Trump cancelou nesta segunda-feira (22) novos vistos de brasileiros ligados ao Judiciário e ao governo federal, em mais uma rodada de sanções após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões do STF. A medida atinge ministros, aliados políticos e familiares.
Entre os ministros do Supremo com vistos suspensos estão Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes — além de seus familiares. Moraes já havia sido sancionado pela Lei Magnitsky, que bloqueou bens nos EUA e o proibiu de realizar transações com empresas e cidadãos americanos. Nesta segunda, sua esposa, Viviane Barci de Moraes, também foi incluída.
Do lado do governo Lula, já haviam sido atingidos o procurador-geral da República, Paulo Gonet, além de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, ligados ao programa Mais Médicos. A esposa e a filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também tiveram vistos cancelados. Agora, foram incluídos o advogado-geral da União, Jorge Messias, além de assessores e ex-colaboradores de Moraes no STF e no TSE, como Cristina Yukiko Kusahara Gomes, José Levi, Benedito Gonçalves, Airton Vieira, Marco Antonio Martin Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha.
As sanções também atingiram civis: o médico Ricardo Jorge Vasconcelos Barbosa, de Recife, teve seu visto negado após elogiar nas redes sociais o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto em 10 de setembro.
Fonte: G1