Trump celebra libertação de reféns do Hamas em discurso no Parlamento de Israel

Presidente americano é aclamado na Knesset após intermediar cessar-fogo e libertação de reféns; Netanyahu o chama de "melhor amigo de Israel"

Por Lara Barth

Trump celebra libertação de reféns do Hamas em discurso no Parlamento de Israel

Em um discurso histórico na Knesset, o Parlamento israelense, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (13) que “este é o amanhecer histórico de um novo Oriente Médio”. A fala ocorreu no mesmo dia em que 20 reféns israelenses foram libertados como parte da primeira fase de um cessar-fogo negociado com mediação direta da Casa Branca.

“Esta longa e difícil guerra chegou ao fim”, afirmou Trump, elogiando o esforço conjunto entre Washington e Tel Aviv. Ele disse que Israel, “com nossa ajuda, conquistou tudo o que podia pela força das armas” e que agora é hora de “transformar essas vitórias militares em paz e prosperidade para toda a região”.

Durante a sessão, parlamentares israelenses usavam bonés vermelhos com os dizeres “Trump, o Presidente da Paz”, numa clara demonstração de apoio. O presidente americano foi recebido com aplausos e várias ovações de pé, sendo apresentado pelo presidente da Knesset como “o melhor amigo que Israel já teve na Casa Branca”.

Trump aproveitou o discurso para criticar duramente os ex-presidentes Barack Obama e Joe Biden, acusando-os de nutrirem “ódio por Israel” e dizendo-se orgulhoso por ter retirado os EUA do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo Obama.

O premiê Benjamin Netanyahu retribuiu os elogios, agradecendo a Trump por “uma liderança decisiva que resultou na libertação dos reféns e na expansão histórica da paz na região”. Ele anunciou que submeteu o nome de Trump para ser o primeiro estrangeiro a receber o Prêmio Israel, a mais alta honraria do país, e que também apoiaria sua indicação ao Prêmio Nobel da Paz no ano que vem.

Em um momento inesperado, Trump pediu publicamente ao presidente israelense Isaac Herzog que conceda perdão a Netanyahu, que responde a processos por corrupção e abuso de poder. O gesto arrancou aplausos e surpresa do plenário. “Isso não estava no discurso, mas gosto desse homem e faz todo sentido”, disse Trump.

Após o discurso, o presidente americano seguiu para Sharm El-Sheikh, no Egito, onde participa de uma cúpula internacional pela paz, que reúne mais de 20 líderes mundiais para discutir o futuro da Faixa de Gaza. Netanyahu, apesar de convidado, não comparecerá ao evento, segundo o gabinete do primeiro-ministro, devido à proximidade de um feriado religioso.

Fonte: ABC